— Sheila, onde você está agora?
Quando Helder escutou a voz de Gabriel, juntou as sobrancelhas pesadas, enquanto um sorriso cruel e perverso brotava em seus lábios.
— Ela está aqui comigo, na minha cama.
Gabriel pensou que Helder estava brincando, ou só querendo tirar uma com a cara dele.
— Sr. Cavalcanti, esse assunto não tem graça nenhuma. Espero que traga a Sheila de volta para mim inteira.
Gabriel estava morrendo de preocupação com a segurança de Sheila.
Por que Helder pegou o telefone de Sheila.
Ele achou aquela brincadeira de muito mau gosto.
— Eu e a Sheila somos casados, ela ainda é minha esposa e está na minha cama, qual o problema?
A resposta de Helder deixou Gabriel sem fala.
Helder e Sheila ainda eram casados mesmo.
Os dois pegaram a certidão de divórcio, mas a chefia recusou e ia fazer a visita domiciliar. Se o governo viesse atrás de Gabriel, já que ele a abrigava, mesmo que os dois não tivessem nenhum caso, ele seria acusado de Crime contra Matrimônio Militar, e a pena seria pesada.
Mas...
O que Helder falou era muito irritante.
Gabriel não criava expectativas altas de ficar com Sheila.
Mas o que ele sentia por ela também não sumia da noite para o dia.
Ele tinha começado a vê-la como uma irmã caçula e sabia do absurdo que Helder fazia com ela no passado.
— Não tem como. A Sheila merece um homem bem melhor para cuidar dela. Mesmo que esse homem não seja eu, ela não vai ficar com você de novo. Sr. Cavalcanti, não jogue essas mentiras para cima de mim.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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