Depois de ouvir isso, todos ficaram tensos.
Sheila arregalou os olhos:
— Então ela ainda vai entrar em contato conosco, não é?
O coração da Sra. Ferraz ficou ainda mais pesado:
— Ela não me pediu só essa quantia. Poucos dias depois de eu dar o dinheiro, ela me pediu de novo. Dessa vez falou em adiantar dez anos, mas eu não concordei.
O Sr. Ferraz também entendeu e olhou para a esposa com impotência.
— Você tem o coração muito mole e é muito generosa. A Luciana achou que era muito fácil tirar dinheiro de você. Inventou uma mentirinha e você transferiu mais de um milhão, e ainda deu duzentos mil a mais. Ela quis dar um golpe maior. Dez anos, somados ao dinheiro que ela já tinha, dariam mais de seis milhões. Para uma pessoa comum, um milhão já é uma fortuna. Seis milhões, ela não ganharia isso nem em dez vidas. Como você não concordou, ela deve ter mirado no Theo. Para ter tanta coragem, ou é uma criminosa reincidente, ou tem alguém por trás a apoiando. Ela com certeza virá nos procurar, usando o Theo para pedir dinheiro.
Todos acharam essa análise muito provável.
Ao ouvir isso, a expressão de Helder relaxou um pouco.
Quando ele entrou no incêndio, arrombou a porta e viu que não havia ninguém no quarto, nem marcas de alguém queimado, ele já havia adivinhado o motivo.
— Não vai dizer que fui eu quem atraiu o desastre?
Helder olhou para Sheila com os olhos cheios de mágoa, esperando ver no rosto dela algum sinal de que ela reconhecia ter sido injusta com ele.
Sheila só virou o rosto para o lado e ignorou completamente o que ele tinha dito.
Vendo-a sentada inexpressiva, com o olhar vago e a mente inquieta, Helder não teve coragem de repreendê-la pelas palavras duras e injustas que ela havia dito antes.
Gabriel quis falar por Sheila, mas ao ver o braço de Helder, arregalou os olhos:
— Sr. Cavalcanti, seu braço está queimado. É melhor tratar isso primeiro.
Só então todos voltaram a atenção para Helder.
Não era apenas o braço; outras partes do corpo também tinham queimaduras de diferentes graus. Sheila raramente o olhava por mais tempo, mas quando seus olhos se encontraram com os de Helder, ela continuou sem demonstrar nenhuma reação.
O Sr. Ferraz disse:
— Obrigado.
Helder deu um sorriso desdenhoso:
— Salvei minha própria esposa e filho, era minha obrigação. Não preciso do agradecimento de ninguém.
Enquanto falava, Helder apenas encarava Sheila, mas logo se decepcionou novamente.
O olhar de Sheila passou indiferente pelo braço dele, sem demonstrar nenhuma preocupação, nem mesmo a mínima compaixão que se teria por um estranho.
— Sra. Ferraz, quando a Luciana vai entrar em contato conosco?
Sheila só tinha o filho no coração. Quanto à vida ou morte de Helder, não tinha nada a ver com ela.
Mesmo que esse desastre não tivesse relação com ele, ele era um azarado.
Sempre que ele se aproximava dela, coisas ruins aconteciam.
Sheila queria estar a milhares de quilômetros de distância dele; de onde tiraria compaixão?
— A Luciana quer dinheiro, não vai machucar o Theo. Já passamos de meia-noite, você também está cansada. Fique aqui para descansar, nós estaremos no quarto ao lado. Se precisar de algo, é só chamar.
Sheila simplesmente não conseguia descansar em paz. Gabriel olhou para ela e disse suavemente:
— Sheila, ouça a minha mãe e durma bem. Quando a Luciana ligar, você precisará de energia para buscar o Theo. Se você se esgotar, teremos que dividir nossas forças para cuidar de você.
As palavras de Gabriel finalmente tocaram Sheila. Ela também não queria que a família do padrinho e da madrinha se preocupasse com ela, então respondeu com um leve "Tudo bem".
Quando todos estavam voltando para seus lugares, o Sr. Ferraz disse:


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
Porque não estão liberando os capítulos grátis?...