Chegar a esse ponto era quase um ataque direto.
— Gabriel, que bobagem é essa? Vai fazer as pessoas rirem de você.
O rosto da Sra. Ferraz ficou vermelho de vergonha e raiva. Quando o filho que ela criou se tornou tão sem vergonha a ponto de difamar os outros?
A relação de Sheila e Helder já estava tão tensa. Se o filho fizesse confusão por ciúmes bobos, talvez acabasse solteiro para o resto da vida.
Tratar Sheila como irmã era uma coisa, mas ele poderia acabar afastando a Policial Montenegro, que já era fria por natureza.
— Desculpe, Policial Montenegro. Eu realmente não sabia. — A ironia de Gabriel deixou Jade, que era direta, confusa.
— Eu e o Sr. Cavalcanti somos subordinada e superior. Fui treinada por ele na adolescência antes de entrar para a polícia. Claro que o conheço há mais tempo que a Srta. Valente.
A Srta. Valente não gosta de ser chamada de Sra. Cavalcanti. Eu chamá-la assim não tem problema, certo? Sr. Ferraz, você tem algum problema com o Sr. Cavalcanti? Por quê?
Jade falava de forma direta. Não tinha segundas intenções e não entendia indiretas.
Gabriel travou. Só então percebeu que tinha passado dos limites.
Seu olhar escureceu, sentindo que realmente tinha perdido a razão.
— Desculpe.
Não se sabia se a frase foi para Sheila ou para Jade.
Jade o ignorou.
Afinal, ela não sentia nada por quase ninguém no mundo, exceto pela irmã.
— Gabriel, ninguém te culpa. Não precisa se culpar. Onde há fumaça, há fogo. Você não acusou ninguém injustamente, não precisa pedir desculpas.
Pelo menos era o que Sheila achava.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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