— A propósito, tem outro jeito. Se quiser alugar um quarto, também pode. Assine. Pode pagar por mês ou por ano, três milhões por ano.
Antes que Helder pudesse responder, a porta se fechou novamente.
O papel do acordo caiu levemente no chão.
Três páginas cheias de letras minúsculas, quase impossíveis de ler. Helder teve preguiça de ler e ia jogar no lixo, mas pensou bem e pegou de volta.
André Soares estava ao lado, com um sorriso contido.
— Caneta. — André ficou atônito e entregou uma caneta.
André observou Helder assinar o documento e não conseguiu evitar de torcer o canto da boca, espantado.
Esse era mesmo o Sr. Cavalcanti que ele conhecia? — Bata na porta.
Helder olhou para André. André apontou para o próprio nariz, perguntando se era para ele bater na porta.
Sob o olhar opressivo de Helder, André só pôde engolir em seco e ir.
Sheila veio abrir a porta. Ao ver que era André, seu rosto frio suavizou um pouco.
Antes que pudesse falar, Helder deu um passo para dentro.
Ele colocou o acordo na frente de Sheila: — Assinado. Em qual quarto eu vou ficar?
A mente de André funcionou rápido: — Sra. Valente, eu trouxe o Sr. Cavalcanti até aqui, já vou indo.
Ele desapareceu rapidamente na noite.
Sheila: — ...
Helder sentou-se seriamente no sofá, olhando para Sheila com tranquilidade: — Sra. Valente, tem mais alguma ordem? A seguir, você não vai me fazer trabalhar para você como guardião da mansão, vai?
Sheila curvou os lábios. Não seria uma má ideia.
O pai biológico sempre é mais confiável do que os outros.
— A Lívia precisa de alguém para levá-la e buscá-la todos os dias. Eu tenho que ir para a base e não tenho tempo.
Helder assentiu: — Eu posso cuidar disso. Depois de deixar a criança, ainda dá tempo de ir para a base.
Sheila olhou para ele: — O Theo tem menos de um ano, não pode ficar sozinho.
Ela só queria deixar Helder em casa, de preferência não ir para a base para não irritá-la.
Além de falar sobre trabalho, ele também tentava tocá-la de vez em quando, quando ninguém estava olhando.
Em público, Sheila não podia bater nele o tempo todo.
Helder continuou assentindo: — Tudo bem, sem problemas.
Sheila: — ???
Aceitou tão rápido?
Realmente não vai para a base?
— Então, Sra. Valente, tem mais alguma ordem? Se não tiver, vou dormir. Amanhã ainda tenho que trabalhar.
Helder fez menção de subir as escadas.
Sheila olhou para ele, achando que ele estava sendo honesto demais, um pouco não confiável.
— O quarto onde estou não tem banheiro. Daqui a pouco, talvez eu precise usar o banheiro do seu quarto, não se importa, né?
Sheila bufou friamente, cruzando os braços e olhando para ele com frieza.
— Claro que não.
Helder assentiu e desapareceu no topo da escada.
Sheila pegou a bolsa, não hesitou nem por um segundo, pegou o carro, saiu, virou à direita e foi embora.
Helder pegou as roupas e foi para o quarto principal. Sentiu que a mansão inteira estava silenciosa. Ele ouviu o som de um carro no quintal.
O carro de Sheila já havia partido.
— ...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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