— Covarde.
Canalha.
Ela não teve coragem de dizer essa palavra.
O olhar de Helder parou no rosto dela, enquanto um fogo perverso queimava em seu corpo.
— Se eu estou com o pulso machucado, é tudo culpa sua. Você não só perdeu a memória, como também esquece tudo o que aconteceu entre nós.
Sob as sobrancelhas finas de Sheila, os belos olhos brilharam de surpresa.
Ela achou que tinha errado o golpe. Não esperava ter destroncado o pulso dele de verdade.
O rosto dela corou, e sentindo-se um pouco culpada, disse: — Bem feito para você.
Quem mandou ele ameaçar a ela e a sua filha?
Ainda mandou ela pegar a filha e sumir.
Só não arruinou o cara por pura bondade.
— Na próxima...
Sheila mal abriu a boca e seus lábios vermelhos foram bloqueados por Helder.
Ele exalava o cheiro de xampu do banho recente. Helder rangeu os dentes no ouvido dela.
— Você ainda quer uma próxima? Se você se preocupa tanto com Thiago, não tem medo de eu fazer com que ele desapareça da cidade para sempre?
Sheila puxou o ar. Ela não tinha escutado apenas sobre o quanto Helder amava Valentina.
Mas também sobre os segredos obscuros dele.
E foi Nicole quem contou.
Ouvia-se que o tio de Nicole também não era flor que se cheirasse, e junto com Helder, todo o continente asiático e europeu os conheciam como os homens sem piedade.
Que tipo de título era aquele?
Anjo da Morte.
— Helder, matar é crime. Você não tem coragem.
Ela não acreditava que ele faria algo ilegal.
A respiração de Helder bateu nela. Uma ameaça clara soou acima de sua cabeça.
— Tenta a sorte.
Num instante de distração, Sheila percebeu que ele puxou a mão dela para baixo. O toque fervente a assustou, fazendo-a recolher a mão na mesma hora. O rosto dela ficou tão vermelho que parecia pingar sangue.
— Você... você está aleijado.
Esse homem...
Maldito.

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