Nesse momento, o celular de Augusto tocou de repente. Era sua filha quem estava ligando.
Com essa interrupção, ele perdeu o interesse em insistir para ver meu notebook e, com um tom de voz suave, atendeu:
— Laís, já saiu da escola?
Eu conseguia ouvir vagamente a voz de uma garotinha do outro lado da linha, cheia de petição:
— Papai, você pode vir me buscar hoje? Eu não quero voltar pra casa com a vovó.
Augusto hesitou por um momento e perguntou:
— Por quê?
— A vovó é muito chata, vive reclamando de tudo e me dá bronca o tempo todo. — Respondeu Laís, com a voz cheia de mágoa. — Papai, você é o melhor! Eu quero ficar com você.
A voz de Augusto ficou ainda mais gentil:
— Tá bom, eu já estou indo te buscar.
Assim que desligou o telefone, ele chamou o motorista para esperar por ele lá embaixo e foi direto para o quarto trocar de roupa. Mesmo com os curativos ainda cobrindo o corpo, nada parecia capaz de impedir Augusto de ir atrás da filha.
Eu o observei, percebendo que até para vestir uma camisa ele tinha dificuldades, e acabei indo ajudá-lo.
— Você vai comigo. — Ele disse, com um tom que não parecia aceitar discussão.
Eu, no entanto, respondi friamente:
— Não estou interessada em buscar sua filha. Vá sozinho.
Só de pensar naquela princesinha mimada aparecendo de novo, já me causava dor de cabeça.
Mas Augusto rebateu:
— Não se esqueça, Cláudio ainda está lá dentro.
Respirei fundo, tentando engolir a irritação, e forcei um sorriso:
— Tá bom. Vamos.
E assim, eu acabei indo com ele. Entramos no carro e seguimos para a escola de Laís.
No caminho, Augusto ligou para Fabiana.
— Mãe, hoje não precisa buscar a Laís. — Disse ele.
Do outro lado da linha, ouvi a voz descontenta de Fabiana:
— Não me diga que você vai levar a Laís para o hospital de novo? Aquela mulherzinha desprezível pode muito bem acabar machucando minha neta!
Augusto claramente não tinha paciência para o jeito de Fabiana. Ele respondeu de forma vaga:
— Eu estou com ela. Nada vai acontecer.
No carro, abri meu celular e o balancei na frente de Augusto.
Ele imediatamente entendeu o recado. Com o rosto rígido, fez a transferência sem dizer uma palavra.
Quando voltamos para casa, Ana já havia trazido os ingredientes frescos necessários para o bolo. Comecei a preparar tudo em silêncio, como de costume.
Mas, dessa vez, Laís não ficou sentada distante, me ignorando. Ela se aproximou e começou a mexer nas coisas, curiosa.
Com as mãos apoiadas na mesa, Laís se inclinava na ponta dos pés para observar enquanto eu batia o creme. Seus olhos brilhavam de curiosidade e fascínio.
Eu parei o que estava fazendo e olhei para ela.
Laís, percebendo que eu a observava, recuou um pouco e disse, com um tom teimoso:
— Eu só estou olhando! Nem quero aprender!
Eu balancei a cabeça, sem saber se ria ou suspirava. Aquela criança realmente sabia como ser desagradável.
— Quer tentar? — Perguntei, segurando o batedor na mão.
Laís ficou surpresa. Havia um brilho de expectativa em seus olhos, mas ela hesitou e perguntou baixinho:
— Posso mesmo?
— Pode. — Entreguei o batedor para ela e disse. — Vamos lá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...