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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 197

Laís pegou o batedor com cuidado, ficando na ponta dos pés para alcançar a mesa. O rostinho, que normalmente exibia um ar de superioridade, agora estava cheio de concentração. Naquele momento, a seriedade dela tinha algo de inesperadamente fofo.

De vez em quando, um pouco de creme de leite espirrava para fora da tigela, e Laís, meio sem graça, colocava a língua para fora como se pedisse desculpas.

Foi então que eu senti um olhar intenso vindo de trás de mim.

Augusto, que desde que voltamos estava concentrado em seus documentos, havia parado de trabalhar e estava parado na porta da cozinha, recostado no batente, observando a cena com atenção.

O som de uma notificação do WhatsApp quebrou o silêncio. Era uma chamada de vídeo de Mônica.

Augusto atendeu, e logo a voz doce e melosa de Mônica ecoou pelo celular:

— Augusto, que saudade de você e da Laís! Soube pela sua mãe que a Laís está aí com você. Posso vê-la?

— Uhum. — Respondeu Augusto enquanto se aproximava de Laís com o celular. — Vem, fala com sua mãe.

Laís, ainda animada com o creme que estava batendo, falou cheia de entusiasmo:

— Mamãe, olha só! Estou aprendendo a fazer bolo! Quando você voltar, vou fazer um pra você!

O rosto de Mônica mostrou uma leve mudança, algo que passou rápido, mas não escapou aos meus olhos. Ela então perguntou:

— Quem está te ensinando a fazer bolo?

Laís respondeu com naturalidade:

— Aquela empregada chata! Mas os bolos dela são tão gostosos que eu também quero aprender!

Fiquei completamente sem palavras. No final das contas, filhos só têm olhos para os pais. Não importa o quanto você tente agradar, nunca será suficiente.

De repente, uma irritação tomou conta de mim. Disfarçadamente, saí para o terraço, deixando para trás a conversa entre mãe e filha, que logo se tornou inaudível.

Elas pareciam ter conversado por bastante tempo. Quando Laís apareceu com a tigela cheia de creme batido, ela me chamou:

— Já terminei o creme. E agora, o que eu faço?

— Não quero mais te ensinar.

Não fiz questão de esconder meu mau humor.

Laís piscou os olhinhos, confusa, e perguntou com a voz doce:

— Por quê? O que eu fiz de errado? Meu creme não ficou bom?

Com o rosto impassível, respondi:

— Se eu sou a empregada chata que você não gosta, por que você ainda come os bolos que eu faço?

— Papai, eu não quero voltar para a casa da vovó! Quero dormir com você!

Augusto, que sempre fazia todas as vontades da filha, recusou-se a enviá-la de volta e, com poucas palavras, encerrou a ligação com Fabiana. Ele então pediu que eu levasse Laís ao banheiro para se preparar para dormir.

Felizmente, dessa vez, a menina foi bastante obediente e não causou problemas.

À noite, como de costume, eu dormi no sofá da sala.

Ainda assim, pude ouvir a conversa entre os dois no quarto.

— Papai, quando a mamãe vai voltar? Eu quero dormir com você e com a mamãe. Faz tanto tempo que a gente não dorme juntos!

A voz de Augusto soou paciente:

— Sua mãe está ocupada com o trabalho. Em alguns dias, ela volta.

Deitada no sofá, ouvindo aquela conversa cheia de carinho e saudade, senti como se estivesse escutando algo que não era para mim. Aquela intimidade entre pai e filha era algo do qual eu jamais faria parte. Eu era apenas uma intrusa temporária naquele espaço.

...

Na manhã seguinte, fui surpreendida pela chegada de Mônica.

Eu estava no quarto, penteando o cabelo de Laís quando ela apareceu.

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