Por causa das várias tentativas frustradas de Augusto em fazer um penteado na filha, Laís quase se atrasou para o jardim de infância. Olhando para o cabelo todo bagunçado dela, eu simplesmente não consegui suportar e decidi ajudar.
Quando Laís viu Mônica chegar, chamou-a de “mamãe”, mas sua atenção estava completamente voltada para o novo penteado que eu tinha feito.
Laís olhou para o espelho, admirando a trança que eu tinha trançado, e parecia extremamente feliz. Já o rosto de Mônica estava sombrio, como se ela tivesse mordido limão.
Foi só então que eu percebi. Provavelmente, Mônica tinha planejado deixar a filha aqui para me provocar. Mas, em questão de dias, eu tinha ensinado Laís a fazer bolo, penteado seu cabelo, e, para piorar, a menina parecia estar gostando disso tudo.
Mônica provavelmente estava se sentindo ameaçada.
Aquela manhã, ela chegou com uma mala de viagem. Provavelmente, tinha acabado de descer do avião e vindo direto para cá.
Augusto, ao vê-la, perguntou:
— Você não tinha dito que ia passar uma semana fora para um curso? Por que voltou hoje?
Mônica sorriu com uma expressão que parecia ensaiada e respondeu:
— Fiquei com medo de a Laís acabar atrapalhando o seu repouso. E também não queria que ela desse trabalho para a Débora.
Depois de dizer isso, Mônica pegou Laís no colo e falou:
— Filha, vamos! Vou te levar para o jardim de infância hoje, tudo bem?
— Oba! Mamãe, eu estava morrendo de saudade de você! — Respondeu Laís, eufórica. Mas, de repente, ela fez um biquinho e reclamou. — Mamãe, por que toda vez que você me leva para a escola, me deixa descer sozinha do carro? Ontem, um colega confundiu a empregada com você. Mas eu quero que todo mundo veja a minha mãe! As outras mães sempre acompanham os filhos até a sala de aula.
Assim que Laís terminou de falar, o sorriso de Mônica congelou por um instante. Logo em seguida, ela forçou um sorriso e disse, com um tom que escondia um leve amargor:
— Eu sou uma estrela, filha. Não sou como as outras pessoas. Se eu aparecer, vai causar uma confusão enorme, entende?
Laís, com um olhar inocente, assentiu sem realmente entender.
Mônica lançou um olhar desdenhoso para mim e disse:
— Débora, obrigada por cuidar da Laís esses dias. Eu já vou levá-la.
Eu a ignorei completamente e nem me dei ao trabalho de responder àquela falsa gentileza.
Depois que as duas saíram, Augusto quebrou o silêncio:
— Parece que a Laís está começando a gostar de você.
— Ah, é? — Respondi friamente. — Não percebi. De qualquer forma, eu não preciso do carinho dela. Ela só precisa gostar de você.
A resposta fez Augusto engolir as palavras e desistir de continuar a conversa.
Assim que ela respondeu, eu disse:
— Espere por mim. Estou indo para aí agora.
Desliguei o telefone, mas, antes que pudesse sair, a voz de Augusto veio do escritório:
— Quem era no telefone?
Meu coração disparou, mas eu tentei parecer calma enquanto respondia:
— Era a Natália. Ela precisa de ajuda com uma coisa. Eu vou dar uma saída rápida e volto já.
Augusto não fez mais perguntas, e eu aproveitei para pegar minha bolsa e sair apressada. No caminho para o carro, já estava quase correndo.
Quando cheguei ao hospital, Laís já tinha recobrado a consciência.
Natália, com a mão sobre o peito, exclamou:
— Graças a Deus! Eu quase morri de susto!
Laís estava na sala de observação, recebendo soro. Ela parecia estar bem melhor, com o rosto voltando ao normal.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Queremos próximo capítulo...
Gostei bastante, mais poderia logo dar uma estagnada na vida de Débora, queremos ela e Thiago felizes...
Queremos divórcio, Débora com Thiago, augusto com mônica na cadeira , Cláudio com Alice...
Queria entender porque Débora não fica logo com Thiago, tá forçando muito, melhor acabar deixando gostinho de quero mais, do quer prolongar e perder o sentindo....
A história é boa mas podia resumir ela e tirar muita coisa que tá aí só pra encher... acho que já deu hr de acabar....
Nem percam seu tempo com essa história! Como de já não bastasse toda a crueldade que ela passa nas mãos de todo mundo, aparece um cara que deveria ser o novo interesse amoroso, deveria cuidar dela, ajudar ela a sair dessa situação etc, mas ele é tão ruim quanto! Ela literalmente descreve crises de ansiedade toda vez que tá perto desse homem! O cara é frio, quando ela pede ajuda ele trata ela igual lixo, quando ela NÃO pede ajuda ele trata ela igual lixo, ele não diz que gosta dela e depois fica com raiva por que ela tá confusa sobre as ações dele... Isso pq ele é um homem mais velho e a história tenta fazer parecer que ele é maduro, tá? E infelizmente, aparentemente ela vai ficar com esse homem ruim... Tô fora dessa leitura tenebrosa...
Já não dá mais vontade de ler ,a Débora só se ferra o Augusto e a Mônica e a mãe dele só prejudica ela ....cansativo essa história...
O livro já perdeu a coerência. Primeiro o irmão da Débora ia apresentar a Mônica para a família. Depois a narrativa mostra que foi um acordo entre ele e Débora para se aproximar de Augusto e roubar informações e que já eram namorados há muito tempo. E como ela não saberia que Débora era irmã dele. E assim acabou não indo se apresentar à família. Fora a história de Alice que é sem pé e nem cabeça....
Acho desnecessário colocar essa gravidez do nada eles não se separam logo, Débora não tem um pingo de paz isso que tem 600 capítulos acho que na tentativa de deixar o livro maior tá indo só ladeira á baixo...
Caraca acho que a autora se perdeu, não consegue avançar......