Minha mente explodiu em um zumbido ensurdecedor, e, antes que pudesse me controlar, minha mão estalou contra o rosto dele num tapa.
Augusto ficou atônito. Para ele, aquele tapa parecia completamente sem sentido. Mas eu não conseguia conter minhas emoções.
Como ele podia fazer isso? Tirar minha filha de mim e entregá-la para outra mulher, e agora ainda ter a audácia de sugerir que tivéssemos outro filho juntos?
Augusto, visivelmente irritado, agarrou meu pulso com força e se aproximou, sua figura alta e imponente me obrigando a recuar.
— Quem te deu coragem para levantar a mão pra mim?
— Foi o nojo que você me dá! — Eu falei entre os dentes, cada palavra saindo como um golpe. — Você esqueceu? Estamos prestes a nos divorciar. Eu posso ter filhos com quem eu quiser, menos com você!
— Ah, é mesmo? — Ele riu, mas seu sorriso era frio e cheio de escárnio. — Vai ter filhos com Cláudio?
Antes que eu pudesse responder, Augusto avançou e deixou um beijo quente e possessivo no meu pescoço, mordendo de leve.
— Seu desgraçado! — Murmurei, tentando me soltar enquanto mantinha a voz baixa. — Ficou louco? Laís está lá fora!
Foi nesse exato momento que ouvimos batidas leves na porta, seguidas pela vozinha inocente de Laís:
— Papai, a tia Débora está tomando banho. O que você está fazendo aí dentro?
Todos os meus nervos ficaram em alerta.
Augusto congelou no lugar, seus olhos escurecendo por um breve momento antes de soltar meu pulso. Ele recuou e engoliu em seco, sua expressão voltando ao habitual controle frio.
Eu cambaleei para o lado, afastando-me dele, buscando espaço para respirar.
Do lado de fora, as batidas continuaram, insistentes, enquanto Laís dizia com sua voz clara e cheia de determinação infantil:
— Papai, a professora disse que meninos não podem espiar meninas tomando banho!
— Eu estava conversando com ela sobre uma coisa. Já vou sair.
Augusto respondeu com a voz calma, mas quando abriu a porta, Laís imediatamente olhou para dentro, franzindo a testa.
— Ué? Você nem estava tomando banho!
Com um sorriso tranquilo, Augusto se abaixou para ficar na altura da filha.
— Claro que não. Se ela estivesse tomando banho, eu seria um grande malvado por entrar aqui, não seria? Sua professora está certa, Laís. Meninas tomando banho precisam de privacidade. Meninos não podem ficar por perto. Então, quando você estiver no banho, nunca deixe nenhum menino se aproximar, entendeu?
Diante da filha, ele sabia exatamente como falar. Era impressionante como ele conseguia mentir sem nem piscar.
Laís assentiu com força, como uma adulta, e repetiu em um tom sério:
— Eu sei! Você sempre fala isso. Meninas não podem deixar ninguém ver do pescoço pra baixo e do joelho pra cima. E ninguém pode tocar!
Como eu queria abraçá-la e dizer que eu era a verdadeira mãe dela. Que eu poderia fazer seu cabelo todos os dias, cuidar dela e fazer tudo o que ela quisesse.
Mas, em vez disso, engoli minha dor e falei com carinho:
— Sempre que quiser um penteado bonito, pode me chamar, tá bom?
— Tá!
Laís respondeu com um sorriso animado, enquanto cuidadosamente colocava os bolos que fizemos na noite anterior em uma caixa. Ela segurou minha mão e me puxou, ansiosa:
— Vamos logo! Eu contei no grupo da turma que ia levar os bolos. Todo mundo está esperando!
Eu ri e apertei sua mãozinha macia, deixando que ela me guiasse.
Quando estávamos saindo, Laís acenou para Augusto.
— Tchau, papai!
Ele permaneceu parado, observando-nos. Seus olhos eram difíceis de decifrar, como se ele escondesse algo em seu interior. Ele respondeu apenas com um leve aceno e uma voz baixa:
— Tchau.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Sabe o significado de ODIAR MULHER? É o que essa autora sente! O livro inteiro á Débora sofre, a “autora” se perde e vai enrolando pra ganhar mais $ com os capítulos postados. NADA MUDA! 700 capítulos de enrolação sem desfecho de nada....
Queremos próximo capítulo...
Gostei bastante, mais poderia logo dar uma estagnada na vida de Débora, queremos ela e Thiago felizes...
Queremos divórcio, Débora com Thiago, augusto com mônica na cadeira , Cláudio com Alice...
Queria entender porque Débora não fica logo com Thiago, tá forçando muito, melhor acabar deixando gostinho de quero mais, do quer prolongar e perder o sentindo....
A história é boa mas podia resumir ela e tirar muita coisa que tá aí só pra encher... acho que já deu hr de acabar....
Nem percam seu tempo com essa história! Como de já não bastasse toda a crueldade que ela passa nas mãos de todo mundo, aparece um cara que deveria ser o novo interesse amoroso, deveria cuidar dela, ajudar ela a sair dessa situação etc, mas ele é tão ruim quanto! Ela literalmente descreve crises de ansiedade toda vez que tá perto desse homem! O cara é frio, quando ela pede ajuda ele trata ela igual lixo, quando ela NÃO pede ajuda ele trata ela igual lixo, ele não diz que gosta dela e depois fica com raiva por que ela tá confusa sobre as ações dele... Isso pq ele é um homem mais velho e a história tenta fazer parecer que ele é maduro, tá? E infelizmente, aparentemente ela vai ficar com esse homem ruim... Tô fora dessa leitura tenebrosa...
Já não dá mais vontade de ler ,a Débora só se ferra o Augusto e a Mônica e a mãe dele só prejudica ela ....cansativo essa história...
O livro já perdeu a coerência. Primeiro o irmão da Débora ia apresentar a Mônica para a família. Depois a narrativa mostra que foi um acordo entre ele e Débora para se aproximar de Augusto e roubar informações e que já eram namorados há muito tempo. E como ela não saberia que Débora era irmã dele. E assim acabou não indo se apresentar à família. Fora a história de Alice que é sem pé e nem cabeça....
Acho desnecessário colocar essa gravidez do nada eles não se separam logo, Débora não tem um pingo de paz isso que tem 600 capítulos acho que na tentativa de deixar o livro maior tá indo só ladeira á baixo...