Entrar Via

Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 24

Eu disse, com o rosto inexpressivo:

— Eu preciso pedir sua permissão para aparecer no closet da minha própria casa?

O rosto de Mônica mudou ligeiramente, mas logo ela forçou um sorriso e respondeu:

— Débora, você me entendeu mal. É que, nessa viagem ao exterior, o Augusto me comprou muitas roupas novas. Estou preocupada que não caibam no closet.

Eu olhei para as sacolas com embalagens de marcas internacionais e disse friamente:

— Se não cabe, é só apertar um pouco. Afinal, se duas pessoas conseguem apertar uma terceira no meio da relação, por que algumas roupas não caberiam?

O sorriso de Mônica quase desapareceu. Ela olhou para o cachecol que eu tinha tricotado para Augusto, segurou-o com desdém e o jogou diretamente no lixo ao lado.

Com um tom que transbordava malícia, ela disse:

— Em vez de apertar, é melhor jogar fora as coisas velhas e fora de moda que não combinam com o gosto do Augusto.

Ela continuou mexendo nas peças que eu havia tricotado, aquelas que estavam jogadas em um canto, como se fizesse um comentário casual:

— Sinceramente, não entendo como coisas tão ultrapassadas vieram parar na casa do Augusto. São tão… Sem classe.

Eu me lembrei do que Maria e Sérgio haviam dito sobre a namorada do meu irmão, e, de repente, tudo o que Mônica fazia me pareceu incrivelmente ridículo.

Tomei de suas mãos as roupas que eu mesma tinha feito para Augusto e disse:

— Roupas fora de moda, pelo menos, podem aquecer os desabrigados. Mas pessoas sem classe, não importa para onde vão, continuam sendo lixo.

Na semana seguinte, quando Mônica aparecesse com o meu irmão na casa dos meus pais, aquele lixo finalmente mostraria sua verdadeira face.

Continuei a procurar no closet e, depois de um tempo, finalmente encontrei o terninho que precisava para a entrevista daquela tarde.

Quanto às roupas e cachecóis que eu tricotei para Augusto, decidi levar tudo comigo.

Quando saí do closet e dei alguns passos pelo corredor, ouvi Laís entrando no espaço e exclamando, cheia de admiração:

— Uau, mamãe, suas roupas são tão lindas! Esse vestido parece de uma fada!

Mônica, como se quisesse que eu ouvisse, respondeu:

— Foram todas presentes do papai.

Puxei um leve sorriso irônico enquanto descia as escadas. Ao chegar na entrada da mansão, joguei todas as roupas que fiz para Augusto na caixa de doações de roupas.

Aquelas peças, agora, mesmo vestindo um desabrigado, teriam mais significado para mim do que se fossem usadas por Augusto.

Quando voltei para dentro, percebi que Augusto já estava na sala de estar.

Ao me ver, ele tomou a iniciativa de falar:

— Amanhã você tem tempo? Vamos juntos enterrar a criança. Pedi para Felipe escolher um cemitério com uma localização boa.

Eu parei no meio do caminho, atônita, encarando aquele homem com um rosto perfeito, mas vazio de alma.

Eu não sabia se era eu quem ainda não tinha acordado completamente, ou se era ele quem estava delirando.

Só agora ele se lembrava do nosso filho.

Naquele dia, eu fiquei sozinha no cemitério, olhando para aquele pequeno caixão de cinzas ser enterrado na terra. Esperei pelo pai da criança, mas ele nunca apareceu.

Segurei o nó que se formava na minha garganta e perguntei, com a voz trêmula:

— Não combinamos que na sexta-feira você estaria aqui para o enterro? Por que você não voltou?

Augusto desviou o olhar por um instante e respondeu com um tom indiferente:

Capítulo 24 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle