O sorriso no rosto de Augusto congelou. Ele olhou para Laís, incrédulo, e uma expressão de tristeza apareceu em seu semblante.
— Laís, eu nunca vou te abandonar. Você falar assim me machuca muito. — Disse ele, com a voz baixa.
Laís o encarou em silêncio, com um olhar sério e maduro demais para sua idade:
— Então por que você abandonou a minha mãe? Por que você a machucou antes? Quando você fez isso, ela também ficou muito triste.
Augusto ficou chocado, olhando para a filha como se não a reconhecesse mais.
Ele abriu a boca, tentando dizer algo, mas nenhuma palavra saiu. Ficou parado ali, sem reação, com o rosto pingando vergonha e raiva ao mesmo tempo.
Nesse momento, Laís espirrou várias vezes seguidas.
A brisa fria da noite de início de primavera fazia o narizinho dela ficar vermelho na mesma hora.
Augusto deu um passo à frente, quase sem perceber, e disse:
— O vento está muito forte. Vamos entrar no carro. Se você não quer voltar comigo, tudo bem, mas não fique aqui passando frio. Você pode acabar doente!
Depois de dizer isso, ele abriu a porta do carro com as próprias mãos e olhou para Laís, esperando.
Laís segurou minha mão e levantou a cabeça para me perguntar:
— A gente entra no carro dele?
Eu olhei para o rosto tenso de Augusto e respondi:
— Vamos pegar um táxi para voltar pra casa, tudo bem?
Laís assentiu com a cabeça.
Na mesma hora, um táxi passou pela rua, e eu acenei para que ele parasse.
Nós duas entramos no carro, mas Augusto permaneceu parado onde estava.
A luz do poste iluminava seu corpo, projetando uma sombra longa no chão. O homem confiante e altivo de sempre parecia ter desaparecido. Tudo o que restava era uma tristeza difícil de esconder, talvez até um toque de desamparo, como se ele realmente tivesse perdido sua família.
No caminho para casa, Laís ficou deitada no meu colo, quieta durante todo o trajeto.
— Entendido. Eu vou cuidar disso. Obrigado por tudo o que você fez pela Rafa nesse tempo. Descanse bem. Qualquer coisa, eu entro em contato com você.
Depois de desligar, Laís levantou o rosto e perguntou:
— Mamãe, isso quer dizer que, amanhã, na escola, eu também não vou ver a Rafaela?
Eu assenti e respondi:
— A casa dela fica na Cidade J. A mãe dela deve levá-la de volta para a família Mendes. É provável que ela não volte mais para a sua escola.
— Então, a gente nunca mais vai vê-la?
Laís abaixou a cabeça, desanimada.
— Que pena que a Rafaela não tem celular... Se ela tivesse, a gente poderia ligar, fazer vídeo e conversar com ela.
Depois de um dia tão cansativo, eu estava exausta, com dor de cabeça e o coração pesado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...