Augusto sempre ia à minha casa brincar com o meu irmão quando éramos pequenos. Durante as férias de verão, ele praticamente morava lá.
Maria e Sérgio o tratavam como um convidado de honra. Tudo de bom que tinha na casa, fosse comida, bebida ou diversão, era sempre reservado para ele primeiro.
Naquele momento, a filha dele tinha molhado as calças e sido ridicularizada, ou tinha sido isolada por causa do seu temperamento difícil, e ele queria que a família Lins pagasse o preço por isso.
Ele realmente teve coragem de dizer essas palavras?
Eu cerrei os punhos. Minha voz, ainda trêmula de raiva, saiu firme, palavra por palavra:
— Se eu fosse você, refletiria sobre como você transformou sua filha numa mimada incapaz de lidar com a vida. Se quer tratá-la como uma princesa, então não a mande para a escola infantil. Fora de casa, ninguém vai se submeter a ela!
Eu já estava exausta depois de trabalhar até tão tarde. Quando terminei meu banho, só queria dormir, mas acabei tendo mais uma noite de insônia.
De madrugada, acessei o painel de controle do site onde publico minhas histórias e continuei a atualizar o meu livro.
No começo, eu escrevia apenas para mim mesma, mas, para minha surpresa, alguns leitores começaram a pedir novos capítulos.
…
No dia seguinte, ao chegar no trabalho, Eduarda, para minha surpresa, fez um comentário positivo:
— A matéria que você me enviou ontem ficou boa. — Ela me olhou com um sorriso que parecia carregar algo mais. — Não esperava, mas você realmente ainda tem habilidade. Esses anos não te fizeram perder o jeito.
Eu sorri levemente e respondi:
— Obrigada pelo elogio.
Achei que, depois de não conseguir me criticar, ela me deixaria em paz e que eu finalmente poderia trabalhar com um pouco de tranquilidade.
Mas, ao final do expediente, quase na hora de ir embora, ela apareceu na minha mesa.
— Preciso de um favor. Vá buscar uma amiga minha.
Eu franzi a testa e perguntei:
— Isso faz parte do trabalho? Se não for, pegue você mesma a sua amiga.
Peguei minha bolsa e me levantei, pronta para ir embora, mas ela me interceptou.
— Augusto, Mônica, é este o carro.
Um dos seguranças verificou a placa e confirmou que eu era a pessoa enviada para buscá-los.
Eu jamais teria imaginado que as pessoas que Eduarda queria que eu buscasse eram Mônica e Augusto.
Eu não sabia qual dos dois era o “amigo” de Eduarda. Pelo que eu sabia, na época da faculdade, a situação financeira de Eduarda não era das melhores. Não fazia sentido ela ter qualquer conexão com o mundo de Augusto e Mônica.
Quando os dois entraram no carro e me viram, claramente ficaram surpresos.
Do lado de fora, havia uma multidão de fãs de Mônica, batendo nas janelas do carro como se quisessem nos devorar.
Augusto franziu a testa e perguntou:
— Por que é você?
Eu, com uma expressão inabalável, respondi:
— Essa é exatamente a pergunta que eu gostaria de fazer. Se eu soubesse que eram vocês, jamais teria vindo. Augusto, se não quer estar no meu carro, pode descer agora mesmo e levá-la com você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...