Embora minha preocupação não fosse menor que a de Augusto, essa era a única chance que eu tinha de descobrir a verdade.
Augusto fechou os olhos, como se estivesse ponderando, dividido entre várias emoções.
Quando ele os abriu novamente, tudo o que restava em seu olhar era cansaço e um pedido silencioso de compreensão:
— Vá primeiro doar sangue e salve a Laís. Depois… Depois eu te explico tudo. Vou te contar toda a verdade.
Eu olhei para o rosto austero dele e, ao pensar naquela criança que sempre me tratava com hostilidade, mas que eu sabia ser fruto do meu ventre, meu coração amoleceu.
…
No caminho para o hospital, eu finalmente soube o que havia causado o acidente de Laís.
Fabiana tinha saído para fazer um SPA e levou Laís junto. Enquanto ela conversava animadamente com outras mulheres da alta sociedade, nem sequer percebeu o que Laís estava fazendo.
Laís acabou correndo para brincar sozinha e, no estacionamento, foi atropelada por um carro que saía de uma vaga.
Minhas mãos se fecharam em punhos, e o suor frio escorria pela palma das minhas mãos.
Quando chegamos ao hospital, Fabiana me viu e franziu a testa. Ela perguntou a Augusto, com evidente desagrado:
— O que ela está fazendo aqui?
Augusto ignorou a mãe e simplesmente segurou meu pulso, me levando diretamente para o setor de doação de sangue.
Fabiana, no entanto, não desistiu e continuou insistindo:
— Por que você trouxe ela? Essa mulher é um azar em pessoa! Foi por causa dela que a nossa família Reis começou a sofrer tanto!
Augusto perdeu a paciência. Sua voz saiu grave e implacável:
— Ela é a mãe biológica da Laís! Só ela pode salvar a Laís!
Embora essa fosse uma suspeita que eu carregava há muito tempo, ouvir Augusto dizer isso em voz alta foi um choque. A verdade me atingiu como um trovão, e eu senti uma tempestade de emoções: raiva, surpresa e uma alegria amarga por finalmente recuperar algo que eu acreditava ter perdido para sempre.
Fabiana olhou para ele, incrédula:
— Você… Você está louco? O que está dizendo?
Augusto respondeu, com a voz carregada de exaustão:
— Da última vez, fui eu quem doou, e ela não teve nenhuma complicação.
O médico confirmou:
— Sim, é verdade que a ocorrência dessa complicação é extremamente baixa. Estamos apenas tomando precauções. No entanto, se não há outra opção e a transfusão for urgente, podemos usar o seu sangue. Mas isso exige que você assine um termo de consentimento informado e um documento de isenção de responsabilidade.
Laís precisava da transfusão para sobreviver. Augusto sabia que não havia alternativa. Ele assinou os papéis sem hesitar.
Dessa vez, eu doei meu sangue de forma voluntária, com toda a vontade de salvar Laís. Não importava como ela me tratava; no final das contas, ela era minha filha. Nenhuma mãe no mundo seria capaz de assistir sua filha morrer sem fazer nada para impedir.
Depois da doação, meu corpo estava fraco. Tudo girava ao meu redor, e eu não conseguia me levantar.
Augusto pediu para Felipe comprar vários suplementos e alimentos nutritivos, mas eu não conseguia colocar nada na boca.
Ele se sentou ao meu lado, me observando com um olhar apreensivo.
Eu o encarei de volta, e minha voz saiu baixa, quase um sussurro, mas cada palavra era clara e carregada de emoção:
— Agora você pode me contar… Por que você mentiu para mim todos esses anos? Por que tirou minha filha de mim e a entregou para a Mônica criar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...