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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 34

Felipe não teve coragem de recusar meu pedido de entrevista. Afinal, lá fora estava cheio de jornalistas.

Se eu expusesse minha relação com Augusto e revelasse o envolvimento entre ele e Mônica, poderia causar uma verdadeira tempestade no Grupo Moretti.

Finalmente, ele suspirou e assentiu:

— Tudo bem, venha comigo.

Felipe me levou até o último andar, para o escritório presidencial, e disse:

— Sra. Moretti, por favor, aguarde aqui um instante. Vou avisar o Sr. Augusto sobre sua presença.

Como se eu fosse esperar ele avisar Augusto! Se Augusto soubesse que eu estava ali para entrevistá-lo, ele colaboraria?

— Não precisa. Ele não está fazendo nada que não deveria, né? Então, não tem problema eu entrar direto.

Sem dar chance para Felipe me impedir, caminhei rapidamente em direção ao escritório de Augusto. Felipe tentou me deter, mas não conseguiu.

Porém, assim que abri a porta, fiquei paralisada.

Perto da janela panorâmica, Mônica estava abraçando Augusto por trás. Suas mãos envolviam a cintura dele, e seu rosto estava encostado em suas costas, em um gesto cheio de intimidade.

Minha risada fria cortou o ar e os assustou. Imediatamente, os dois se separaram.

Os olhos negros de Augusto, frios como gelo, se fixaram em mim.

Eu, no entanto, subestimei a capacidade de Augusto de lidar com pressão. Achei que, com toda a confusão envolvendo o Grupo Moretti, ele estaria no limite. Mas ele ainda tinha tempo e disposição para trocar carícias com Mônica.

Felipe, nervoso, tentou se justificar:

— Perdão, Sr. Augusto. Eu não consegui impedir a Sra. Moretti.

— Saiam.

A ordem de Augusto era para mim e Felipe. Ele queria que ambos deixássemos a sala.

Mas eu não saí. E Felipe, vendo que não poderia me tirar dali, saiu sozinho após um olhar de permissão de Augusto.

Agora, só restavam nós três no escritório.

Sem perder tempo, montei meu equipamento de gravação. Não queria prolongar aquele momento mais do que o necessário. Fui direto ao ponto:

— Sr. Augusto, agora é um bom momento para uma entrevista? Minha primeira pergunta é…

Antes que eu pudesse terminar, Augusto me interrompeu. Sua voz estava fria, mas havia uma pitada de decepção.

— Débora, até mesmo você veio me atacar neste momento?

— Eu só estou fazendo o que uma jornalista deve fazer. — Mostrei meu crachá de trabalho e continuei, sem expressão. — Por favor, colabore com meu trabalho.

— Agora não tenho tempo. Preciso ir até o canteiro de obras. Se você realmente quer me entrevistar, venha junto.

Eu sabia que não podia perder essa oportunidade. Precisava obter informações reais e dar uma resposta ao público. Ele não me escaparia tão facilmente.

Peguei meu equipamento e o segui.

Talvez Augusto estivesse tão irritado que nem percebeu o que estava fazendo. Quando viu que eu carregava muitas coisas, ele pediu a Felipe que me ajudasse.

Mas o que realmente me deixou surpresa foi o fato de ele levar Mônica com a gente.

Eu não conseguia entender a lógica de Augusto. Ele estava indo ao canteiro de obras, provavelmente para inspecionar ou tentar acalmar os trabalhadores. Por que levaria sua amante junto? Será que ele achava que já não estava sendo criticado o suficiente?

De qualquer forma, eu logo deixaria de ter qualquer ligação com o Grupo Moretti. O que eles faziam ou deixavam de fazer não era mais problema meu.

Assim, nós três entramos no carro e seguimos para o canteiro de obras.

Mas, para minha surpresa, a cena que encontrei lá era completamente diferente do que eu imaginava.

Os trabalhadores não estavam revoltados. Pelo contrário, todos pareciam respeitar profundamente Augusto.

Ele se virou para mim e disse, com calma:

— Você não queria uma entrevista? Pode começar.

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