À noite, marquei um encontro com Natália para contar a ela tudo o que tinha descoberto. Assim como eu, ela ficou completamente perplexa.
Logo depois, Natália sugeriu:
— Ah, isso é fácil de resolver. Eu contrato um investigador particular para dar uma olhada. Se o Augusto realmente tiver algum problema psicológico, o divórcio vai ser moleza. Um homem com problemas mentais que escondeu isso de você quando pediu sua mão... Isso é fraude no casamento!
Eu revirei os olhos e respondi:
— Não esqueça que eu também estou indo ao psicólogo. Eu também tenho problemas psicológicos agora.
— Mas isso é diferente! — Ela rebateu, indignada. — Você só está assim porque ele te levou a esse ponto! Deixa essa parte comigo.
Natália disse com raiva:
— Esse desgraçado do Augusto anda dificultando a vida do nosso jardim de infância por causa daquela filha mimada dele. Ele chegou a ameaçar meu pai, dizendo que o Grupo Moretti vai cortar o investimento anual na escola. Eu estava justamente procurando uma maneira de dar o troco. Quando eu pegar ele no pulo, quero ver ele continuar bancando o grande chefão!
Depois do jantar com Natália, voltei para casa e percebi que Augusto ainda não tinha chegado.
Ouvi Mônica na sala de estar conversando com ele pelo celular. Sua voz era doce e preocupada:
— Augusto, não se apresse. Por pior que as coisas estejam, você precisa lembrar de comer, tá bom?
Do outro lado da linha, ele disse algo que a fez sorrir de forma encantadora.
— Tudo bem. Eu vou colocar a Laís para dormir, então não vou te esperar.
Achei aquilo curioso. Augusto costumava viajar a trabalho com frequência e, muitas vezes, passava noites fora. Mas desde que Laís e Mônica se mudaram para a nossa casa, ele nunca mais tinha passado uma noite fora.
Será que ele não voltaria hoje por causa da consulta com o psicólogo à tarde?
Quando entrei no quarto e peguei o celular, descobri o verdadeiro motivo de Augusto ainda não ter voltado para casa.
O projeto de construção do Grupo Moretti estava envolvido em um escândalo. O chefe da obra tinha sumido com alguns milhões de reais, deixando os trabalhadores sem receber salários por seis meses.
A situação só veio à tona porque um dos operários, desesperado por não conseguir receber o que era devido, subiu até o topo de uma obra inacabada e se jogou, tirando a própria vida.
O caso explodiu nas redes sociais, gerando uma onda de revolta contra o Grupo Moretti.
Agora fazia sentido o tom preocupado de Mônica. A situação realmente era grave.
Por seis meses inteiros, Augusto, como presidente, não percebeu nada de errado no projeto. Ele estava ocupado demais com Mônica e suas trocas de carícias para se dar conta.
...
Ele me reconheceu imediatamente, mas mudou sua abordagem ao lembrar de que meu casamento com Augusto era secreto.
— Débora! O que você está fazendo aqui?
— Vim entrevistar o Sr. Augusto. — Respondi diretamente.
Felipe pareceu desconfortável e pediu:
— Por favor, não faça isso. Acabei de voltar de lá fora, tentando lidar com os outros jornalistas. O Sr. Augusto realmente não pode dar entrevistas agora. Não me coloque em uma situação difícil, tá bem?
No caminho até o prédio, recebi informações de colegas sobre a vida do operário que havia falecido. Ele tinha 40 anos e sustentava uma família que vivia em condições miseráveis. Trabalhou como pedreiro no projeto durante seis meses, ganhando apenas quatro mil reais por mês. Mesmo assim, o pagamento estava atrasado desde o início.
A família dele estava sem dinheiro para comprar comida, e os filhos haviam abandonado a escola por falta de recursos. O desespero o levou a tirar a própria vida.
Enquanto isso, Augusto comia vegetais importados fresquinhos, comprava roupas de grife para a amante e colocava a filha em uma escola de elite com duas empregadas à disposição.
E agora, diante dessa tragédia, ele simplesmente se escondia?
Olhei para Felipe e, com um tom frio, disse:
— Quer que eu fale aqui, na frente de todo mundo, sobre o que existe entre mim, Augusto e Mônica? Assim, Augusto não só vai parar nas páginas de economia, mas também nas colunas de fofoca. Pense bem, Felipe.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Eu paguei pra le mais e nao foi liberado...
Poderia ser mais rápido e lançar mais capítulos por dia...
Quando vai lançar capítulos novos?...
Aí cara toda hora uma reviravolta mirabolante. Pelo amor de Deus, isso já deixou de ser um romance ou drama, parece que a autora só quer prender o leitor para lucrar em cima. Parece que toda a cidade odeia a Débora e só meia dúzia de gato pingado gosta da menina de verdade....
É só o meu ou o de vcs também estão faltando algumas falas ?...
Poxa 3 folhas por dia a autora solta 😔 Quem lê 3 folhas de um livro por dia?...
Autora libera esse divorcio logo, mete um litigioso ai, ta chato pra caramba essa briga de divorcio. Tudo vira empecilho entre Debora e Thiago, quando a autora consegue evoluir a relação dos dois, ela recua dois passos para trás....
Eu só espero o dia que Débora e Tiago finalmente ficarão juntos....
Qual é autora, dê um minuto de paz para a Débora, não é possível que um ser humano possa sofrer tanto assim... Não invente o arrependimento de Augusto para ele e Débora ficarem juntos no final, ele não merece, depois de tudo que fez, não merece mesmo!...
Cada reviravolta ferrando com a vida da Débora, sofro um mini infarto. Será que em algum momento o Augusto vai acordar, entender e aceitar que ele está errado? E quando ele vai enxergar quem de fato é a Mônica? Não dá pra entender se ele de fato a ama, ou a amou ou se ele é apenas um doente que acha que pode pegar tudo que quer. Outra coisa, motivo dele ter forjado a morte da própria filha, tirando da mãe e entregando a outra mulher nao teve nenhuma explicação pra isso... Se alguém entendeu me explique... Pq eu não entendi!...