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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 342

Augusto levou pessoalmente um prato com as comidas favoritas de Laís para o quarto dela, mas, no fim, voltou com tudo intocado.

Eu, preocupada, perguntei:

— Ela ainda não quer comer?

Augusto suspirou, colocou o prato de lado e respondeu:

— Ela continua pedindo pela Mônica. Não importa o que eu diga, ela não me ouve.

Fiquei em silêncio, sem saber o que responder. Também não sabia o que fazer por Laís.

Nesse momento, Augusto me olhou fixamente e disse:

— Se você insiste em se divorciar de mim, então não entre mais na vida da Laís. É melhor que ela continue achando que a Mônica é a mãe dela.

Meu coração apertou, e, irritada, perguntei:

— Augusto, você está me ameaçando?

O olhar de Augusto manteve-se frio, como sempre. Ele respondeu:

— Se ela aceitar você, mas não puder ter uma família completa, então para que serviu todo o esforço que estou fazendo agora?

Eu não me deixei manipular. Ele achava que podia usar uma criança para me chantagear, mas estava redondamente enganado.

Respondi, pausadamente, com firmeza:

— Augusto, tudo o que você está fazendo é tentar compensar os seus próprios erros. Laís é minha filha desde o momento em que nasceu. Isso foi decidido no dia em que ela veio ao mundo. Não é algo que você possa mudar com algumas palavras, e muito menos algo que dependa do nosso estado civil.

De repente, ouvimos uma voz infantil vindo do topo da escada:

— Quero tomar banho...

Eu e Augusto nos sobressaltamos e levantamos os olhos ao mesmo tempo. Laís estava parada no corredor do segundo andar, olhando para nós.

Augusto hesitou por um instante antes de perguntar:

— Laís, você quer que a empregada te ajude ou prefere que... Sua mãe te ajude?

Laís me olhou de relance e respondeu, sem muito entusiasmo:

— Que seja ela.

Antes que eu pudesse reagir, Laís pegou o chuveirinho da banheira e apontou direto para mim. Um jato de água gelada atingiu meu rosto de repente.

Foi então que percebi que, enquanto eu ajustava a temperatura da água, Laís tinha, escondida, derramado sabonete líquido no chão de propósito.

Eu segurei o braço dolorido, tentando me levantar, enquanto Laís continuava a me molhar com o chuveirinho. Sua voz infantil, cheia de raiva, soou aguda e cortante:

— É tudo culpa sua, sua mulher má! Se não fosse por você, minha mãe estaria aqui. Nós seríamos uma família de verdade! Foi você quem seduziu o meu pai!

A água gelada escorria pelo meu cabelo, pingando no chão. O frio percorreu meu corpo como agulhas, fazendo minhas mãos tremerem.

Toda a angústia e a dor que eu segurava há tanto tempo subiram à superfície de repente.

Eu não consegui mais me conter. Dei um passo à frente, tirei o chuveirinho da mão dela com firmeza e o joguei no chão com força.

— Escute bem! — Minha voz tremia, mas eu a projetei com toda a força possível. — Eu sou a sua mãe! A Mônica não é!

Laís começou a chorar alto de repente:

— Você está mentindo! Minha mãe é uma estrela de cinema! Não é você!

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