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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 349

Assim que terminou de falar, um homem vestindo um crachá com a palavra “Gerente” se apressou em passar pela pequena multidão que havia se formado. Ele exibia um sorriso servil enquanto dizia:

— Sr. Thiago, sou eu! Foi uma falha nossa. Vou providenciar imediatamente uma manutenção completa nos elevadores…

Thiago o interrompeu, sua voz firme e sem a menor hesitação:

— A partir de hoje, você não precisa mais trabalhar aqui.

O sorriso do gerente congelou no rosto. Ele tentou se justificar rapidamente:

— Sr. Thiago, Eu… Esse problema foi algo inesperado. Já tinha solicitado uma revisão recentemente…

Thiago sequer o ouviu. Ele se virou e caminhou diretamente para o elevador de serviço ao lado, ignorando completamente o homem.

Meu coração apertou com aquela cena, e eu o segui apressadamente.

Era a primeira vez que eu via Thiago tão frio, tão implacável a ponto de destruir a carreira de alguém com apenas uma frase.

Talvez fosse porque ele já havia me ajudado tantas vezes que, no fundo, eu tinha criado uma imagem idealizada dele. Sempre achei que Thiago fosse diferente de Augusto. Apesar de ser um homem poderoso, ele parecia mais humano, mais compreensivo.

Mas, ao ver o que acabara de acontecer, percebi que, no final, os donos do poder eram todos iguais.

Lembrei-me de como a vida de quem trabalha para sobreviver é difícil. Hesitei por alguns segundos, mas, mesmo assim, resolvi falar em voz baixa:

— Sr. Thiago, na verdade, o problema do elevador não foi culpa dele.

Ele parou abruptamente. Virou-se devagar para mim, e seu olhar pousou diretamente no meu rosto. Com uma voz firme, ele disse, palavra por palavra:

— Mas foi ele quem te fez chorar.

Eu fiquei paralisada. Meu coração disparou, como se tivesse colidido violentamente contra o peito.

Ele… Ele demitiu aquele gerente porque eu chorei?

Antes que eu pudesse organizar meus pensamentos, Thiago falou novamente:

— Você chorou e isso me irritou. Da próxima vez, não chore na minha frente. Caso contrário, outras pessoas podem acabar pagando o preço.

Engoli em seco, sentindo um frio percorrer minha espinha. Por algum motivo, fiquei com medo dele. Apenas assenti levemente com a cabeça.

Talvez eu estivesse mesmo me iludindo.

Ele só demitiu o gerente porque meu choro o incomodou. Estava de mau humor e descontou no homem.

Nesse momento, a porta do elevador de serviço se abriu.

Respondi com um sorriso provocador, do tipo que irrita qualquer um:

— Vitória, talvez você devesse dizer isso para você mesma. Não sei se ele me quer ou não, mas uma coisa é certa: ele com certeza não quer você.

Vitória ficou visivelmente abalada com o que eu disse. Ela agarrou meu braço com força e, quase sem fôlego, perguntou com ódio:

— O que aconteceu no elevador? Foi alguma coisa, não foi?

Mantive meu tom de voz indiferente:

— Por que você não pergunta diretamente para o Sr. Thiago? Não tenho nada a dizer para você.

Falei e, antes de sair, fiz questão de olhar para o rosto dela, que estava vermelho de raiva. Depois disso, caminhei tranquilamente até minha mesa de trabalho.

No final do dia, quando saí do prédio da empresa, vi o Maybach de Augusto estacionado na entrada.

Duas colegas que também saíam cochichavam enquanto olhavam para o carro:

— Esse Maybach está aqui desde a hora do almoço. Até agora não foi embora. Quem será que ele está esperando?

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