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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 350

Uma das colegas comentou, com o tom cheio de curiosidade:

— Com certeza está esperando por uma mulher! Queria só ver quem é que faz um milionário esperar tanto tempo assim.

Eu ignorei os cochichos e segui direto para o estacionamento. Ainda assim, Augusto me seguiu de carro.

Eu dirigi até uma cafeteria e estacionei. Não demorou muito para que ele entrasse logo após mim e se sentasse diretamente à minha frente.

Eu não tinha ido para casa por dois motivos: primeiro, porque sabia que ele iria atrás de mim e, uma vez lá, seria impossível me livrar dele.

Segundo, porque eu queria resolver logo a pendência que tínhamos. Precisava saber quando ele iria comigo ao cartório para assinarmos o divórcio.

Mas, para Augusto, minha atitude parecia outra coisa. Ele achava que eu estava ali para dar a ele uma chance de se explicar.

Assim que se sentou, ele me olhou com uma expressão séria e começou a falar:

— Ontem, minha mãe colocou algo no meu e no drink da Mônica... Um tipo de... Droga para estimular. Eu... Eu não estava no controle dos meus pensamentos, Débora. Você precisa acreditar em mim. Juro pela minha honra que, antes de ontem à noite, nunca tive qualquer relação imprópria com ela!

Eu o encarei por alguns segundos, com um sorriso frio no rosto.

— Um homem que trai a esposa por quatro anos e ainda entrega a filha dela para ser criada pela amante... Você acha que tem honra?

Minhas palavras foram como um golpe direto. O semblante de Augusto mudou na hora.

Ele sempre se colocava como superior, acima de qualquer um. Para ele, aquela tentativa de se justificar já tinha sido um esforço tremendo.

Mas eu não aceitei o pedido de desculpas, e isso o deixou visivelmente irritado. A voz dele subiu de tom:

— As pessoas precisam seguir em frente! Eu já estou tentando corrigir os erros do passado. Por que você não consegue ver isso?

Suspirei, cansada. Algumas coisas eu já tinha repetido tantas vezes que nem fazia mais sentido dizer de novo.

Eu já não esperava que ele me entendesse, muito menos que refletisse sobre o que havia feito.

Fui direto ao ponto:

— O divórcio é bom para você, para mim e para ela. Chegamos a esse ponto, Augusto. Você acha que ainda faz sentido continuarmos com esse casamento?

— Você sabe o que precisa fazer. Quando você se acalmar e decidir me dar outro filho, o dispositivo será lançado. Caso contrário, você vai ter que escolher entre o divórcio ou a vida da sua mãe.

Senti minha raiva subir como uma onda avassaladora. Sem hesitar, peguei o copo de café na minha frente e joguei na cara dele.

O café escorreu pelo rosto de Augusto, mas ele não se mexeu. Seus olhos, no entanto, me deixaram paralisada.

O olhar assassino que ele lançou era o mesmo que eu já havia visto antes, durante uma disputa de negócios, quando ele olhava para a tela cheia de gráficos do mercado de ações.

Naquela ocasião, ele havia levado um concorrente à ruína. E não foi apenas o empresário... Augusto destruiu a família inteira do homem.

Ao encará-lo naquele momento, senti meu coração afundar.

No caminho de volta para casa, eu segurava o volante com tanta força que meus dedos doíam. Por um instante, senti vontade de acabar com tudo e levar Augusto junto comigo.

Mas, quando finalmente recuperei a calma, já estava sentada no meu escritório. Liguei o computador e comecei a pesquisar em sites de pesquisa científica, nacionais e internacionais, novas formas de tratar falência cardíaca e pulmonar em pacientes em estado vegetativo, como minha mãe.

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