Quando o celular tocou novamente e vi que era a Ana, decidi atender.
— Sra. Moretti, a Laís está com febre. — A voz de Ana transparecia uma ansiedade clara, chegando a atravessar o celular.
Franzi levemente a testa e perguntei:
— E a Mônica e o Augusto?
Do outro lado da linha, ouvi um suspiro longo e cansado antes de Ana responder, com evidente frustração:
— O Sr. Augusto ainda está em viagem e o celular dele está desligado. Não consigo entrar em contato. A Mônica e a Fabiana deixaram a Laís aqui no fim da tarde e foram embora. Liguei para a casa da Fabiana agora há pouco, mas a empregada disse que elas já estão descansando e não querem ser incomodadas. A Laís está com mais de 38 graus de febre, o rostinho todo vermelho, gemendo de dor. Por favor... A senhora pode vir?
Meu coração ficou pesado. Mas as lembranças da última vez em que elas me fizeram cair em uma armadilha ainda pairavam na minha mente como uma sombra.
Fabiana e Mônica já tinham usado a Laís mais de uma vez para me manipular e conseguir o que queriam.
Agora, no meio da noite, dizer que a garota estava doente e me pedir para ir até lá? Quem podia garantir que isso não era mais um plano delas?
Respirei fundo, tentando controlar as emoções que borbulhavam dentro de mim, e respondi:
— Está tarde, não posso sair agora. Tente ligar novamente para o Augusto ou chame um médico particular para dar uma olhada.
Sem esperar que Ana dissesse mais nada, desliguei o celular.
Mesmo assim, seria mentira dizer que eu estava tranquila.
Augusto sempre tratava Laís como a menina dos olhos dele. Mônica dependia de Laís para manter a própria posição estável. E, até onde eu sabia, Fabiana parecia se importar bastante com a garota. Não era possível que elas simplesmente ignorassem a febre alta de Laís ou a deixassem sozinha.
Essa ligação… Provavelmente era mais uma das tramas delas.
Na manhã seguinte, que era um sábado, me preparei para cumprir a promessa e levar Rafaela ao parque de diversões que ela tanto queria visitar.
No caminho, a luz do sol entrava pelas janelas do carro, iluminando o rostinho dela. Rafaela, que normalmente era tão tímida e reservada, parecia radiante de felicidade. Ela grudava as mãozinhas no vidro, observando com curiosidade as paisagens que passavam.
Soltei uma das mãos do volante e belisquei de leve sua bochecha macia.
Depois de desligar, Rafaela, ao meu lado, perguntou com delicadeza:
— Tia Débora, o que aconteceu?
Olhei para ela e respondi, com uma pontada de culpa na voz:
— Rafa, me desculpe. Não vamos poder ir ao parque hoje. Preciso ir ao hospital ver a Laís. Ela está doente. Prometo que vou compensar você da próxima vez, tudo bem?
Para minha surpresa, Rafaela não demonstrou nenhum sinal de decepção. Pelo contrário, ela puxou levemente a manga da minha blusa com as mãozinhas pequenas e falou, com uma voz suave e firme ao mesmo tempo:
— Não tem problema, tia Débora. Não precisa se preocupar comigo. Só… Só dirija devagar, tá bom? Meu pai estava com pressa uma vez e bateu o carro em outro.
Ao ouvir a menina me consolar de forma tão madura, senti um calor misturado com tristeza no coração.
Mesmo assim, eu não consegui evitar acelerar.
Enquanto dirigia, uma sensação de culpa começou a pesar sobre mim. Se eu tivesse ido até a casa de Laís na noite anterior, em vez de pensar no pior, será que as coisas teriam sido diferentes? Será que ela não teria piorado tanto?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...