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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 368

Quando o celular tocou novamente e vi que era a Ana, decidi atender.

— Sra. Moretti, a Laís está com febre. — A voz de Ana transparecia uma ansiedade clara, chegando a atravessar o celular.

Franzi levemente a testa e perguntei:

— E a Mônica e o Augusto?

Do outro lado da linha, ouvi um suspiro longo e cansado antes de Ana responder, com evidente frustração:

— O Sr. Augusto ainda está em viagem e o celular dele está desligado. Não consigo entrar em contato. A Mônica e a Fabiana deixaram a Laís aqui no fim da tarde e foram embora. Liguei para a casa da Fabiana agora há pouco, mas a empregada disse que elas já estão descansando e não querem ser incomodadas. A Laís está com mais de 38 graus de febre, o rostinho todo vermelho, gemendo de dor. Por favor... A senhora pode vir?

Meu coração ficou pesado. Mas as lembranças da última vez em que elas me fizeram cair em uma armadilha ainda pairavam na minha mente como uma sombra.

Fabiana e Mônica já tinham usado a Laís mais de uma vez para me manipular e conseguir o que queriam.

Agora, no meio da noite, dizer que a garota estava doente e me pedir para ir até lá? Quem podia garantir que isso não era mais um plano delas?

Respirei fundo, tentando controlar as emoções que borbulhavam dentro de mim, e respondi:

— Está tarde, não posso sair agora. Tente ligar novamente para o Augusto ou chame um médico particular para dar uma olhada.

Sem esperar que Ana dissesse mais nada, desliguei o celular.

Mesmo assim, seria mentira dizer que eu estava tranquila.

Augusto sempre tratava Laís como a menina dos olhos dele. Mônica dependia de Laís para manter a própria posição estável. E, até onde eu sabia, Fabiana parecia se importar bastante com a garota. Não era possível que elas simplesmente ignorassem a febre alta de Laís ou a deixassem sozinha.

Essa ligação… Provavelmente era mais uma das tramas delas.

Na manhã seguinte, que era um sábado, me preparei para cumprir a promessa e levar Rafaela ao parque de diversões que ela tanto queria visitar.

No caminho, a luz do sol entrava pelas janelas do carro, iluminando o rostinho dela. Rafaela, que normalmente era tão tímida e reservada, parecia radiante de felicidade. Ela grudava as mãozinhas no vidro, observando com curiosidade as paisagens que passavam.

Soltei uma das mãos do volante e belisquei de leve sua bochecha macia.

Depois de desligar, Rafaela, ao meu lado, perguntou com delicadeza:

— Tia Débora, o que aconteceu?

Olhei para ela e respondi, com uma pontada de culpa na voz:

— Rafa, me desculpe. Não vamos poder ir ao parque hoje. Preciso ir ao hospital ver a Laís. Ela está doente. Prometo que vou compensar você da próxima vez, tudo bem?

Para minha surpresa, Rafaela não demonstrou nenhum sinal de decepção. Pelo contrário, ela puxou levemente a manga da minha blusa com as mãozinhas pequenas e falou, com uma voz suave e firme ao mesmo tempo:

— Não tem problema, tia Débora. Não precisa se preocupar comigo. Só… Só dirija devagar, tá bom? Meu pai estava com pressa uma vez e bateu o carro em outro.

Ao ouvir a menina me consolar de forma tão madura, senti um calor misturado com tristeza no coração.

Mesmo assim, eu não consegui evitar acelerar.

Enquanto dirigia, uma sensação de culpa começou a pesar sobre mim. Se eu tivesse ido até a casa de Laís na noite anterior, em vez de pensar no pior, será que as coisas teriam sido diferentes? Será que ela não teria piorado tanto?

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