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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 37

O assistente ficou surpreso e respondeu:

— Estamos prestes a assinar o contrato. Se suspendermos a parceria agora, eles provavelmente vão exigir uma explicação.

— Ontem, um trabalhador morreu. Hoje, o guindaste do canteiro de obras apresenta falhas graves de segurança. E eles ainda têm coragem de querer uma explicação?

A voz dele se tornou ainda mais fria, carregada de uma autoridade inquestionável:

— Apenas faça o que eu mandei.

Quando chegamos ao hospital, a chuva já havia parado.

Antes de descer do carro, olhei para o homem e disse:

— Hoje, eu realmente agradeço muito pela sua ajuda. Se não for pedir demais, poderia me dar um cartão de visita? Gostaria de retribuir pessoalmente no futuro.

— Não precisa, foi algo insignificante. — Ele inclinou levemente a cabeça, com um ar de indiferença, e instruiu o assistente. — Acompanhe-a até o hospital.

Foi só então que percebi o quão impensada tinha sido minha atitude. Aquele homem claramente tinha um status elevado, e eu pedindo o contato dele provavelmente soou como uma tentativa de criar algum vínculo. Talvez, no fundo, ele até temesse que eu quisesse me aproveitar da situação.

Com isso em mente, rapidamente agradeci e me despedi, deixando o assistente me ajudar a sair do carro.

No hospital, fiquei aliviada ao saber que havia cadeiras de rodas para alugar. O assistente alugou uma cadeira e me colocou nela.

Embora fosse o chefe dele quem tivesse me ajudado inicialmente, era o assistente que estava cuidando de mim o tempo todo.

Curiosa, perguntei:

— Já que seu chefe prefere não revelar o nome, você poderia me dizer o seu?

— Eu me chamo Caetano. Mas, sinceramente, você não precisa se preocupar com isso. Foi meu chefe quem te viu primeiro e pediu que eu verificasse se você precisava de ajuda. Se quiser agradecer, agradeça a ele. Eu só sou o cara que faz o serviço pesado.

Caetano empurrava a cadeira enquanto falava comigo, tentando parecer despreocupado.

— Mas, pelo jeito, ele não gosta de compartilhar informações pessoais. — Comentei, um pouco constrangida. — Mesmo que eu queira agradecer, não tenho como.

Caetano deu uma risada leve e respondeu:

— Meu chefe é assim mesmo. Não leve para o lado pessoal. Tem muita gente atrás dele o tempo todo, e ele prefere evitar problemas.

A mensagem era clara: o medo dele era que eu usasse essa “gratidão” como uma desculpa para me aproximar.

Decidi mudar de assunto para evitar qualquer mal-entendido.

Caetano me acompanhou até a sala de emergência, onde relatei ao médico como havia me machucado.

O médico examinou meu pé e franziu a testa ao dizer:

— Seu dedão está fraturado. Precisamos operar imediatamente. Se atrasarmos mais, o dedo pode sofrer necrose por falta de circulação, e será necessário amputá-lo.

Capítulo 37 1

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