O assistente ficou surpreso e respondeu:
— Estamos prestes a assinar o contrato. Se suspendermos a parceria agora, eles provavelmente vão exigir uma explicação.
— Ontem, um trabalhador morreu. Hoje, o guindaste do canteiro de obras apresenta falhas graves de segurança. E eles ainda têm coragem de querer uma explicação?
A voz dele se tornou ainda mais fria, carregada de uma autoridade inquestionável:
— Apenas faça o que eu mandei.
Quando chegamos ao hospital, a chuva já havia parado.
Antes de descer do carro, olhei para o homem e disse:
— Hoje, eu realmente agradeço muito pela sua ajuda. Se não for pedir demais, poderia me dar um cartão de visita? Gostaria de retribuir pessoalmente no futuro.
— Não precisa, foi algo insignificante. — Ele inclinou levemente a cabeça, com um ar de indiferença, e instruiu o assistente. — Acompanhe-a até o hospital.
Foi só então que percebi o quão impensada tinha sido minha atitude. Aquele homem claramente tinha um status elevado, e eu pedindo o contato dele provavelmente soou como uma tentativa de criar algum vínculo. Talvez, no fundo, ele até temesse que eu quisesse me aproveitar da situação.
Com isso em mente, rapidamente agradeci e me despedi, deixando o assistente me ajudar a sair do carro.
No hospital, fiquei aliviada ao saber que havia cadeiras de rodas para alugar. O assistente alugou uma cadeira e me colocou nela.
Embora fosse o chefe dele quem tivesse me ajudado inicialmente, era o assistente que estava cuidando de mim o tempo todo.
Curiosa, perguntei:
— Já que seu chefe prefere não revelar o nome, você poderia me dizer o seu?
— Eu me chamo Caetano. Mas, sinceramente, você não precisa se preocupar com isso. Foi meu chefe quem te viu primeiro e pediu que eu verificasse se você precisava de ajuda. Se quiser agradecer, agradeça a ele. Eu só sou o cara que faz o serviço pesado.
Caetano empurrava a cadeira enquanto falava comigo, tentando parecer despreocupado.
— Mas, pelo jeito, ele não gosta de compartilhar informações pessoais. — Comentei, um pouco constrangida. — Mesmo que eu queira agradecer, não tenho como.
Caetano deu uma risada leve e respondeu:
— Meu chefe é assim mesmo. Não leve para o lado pessoal. Tem muita gente atrás dele o tempo todo, e ele prefere evitar problemas.
A mensagem era clara: o medo dele era que eu usasse essa “gratidão” como uma desculpa para me aproximar.
Decidi mudar de assunto para evitar qualquer mal-entendido.
Caetano me acompanhou até a sala de emergência, onde relatei ao médico como havia me machucado.
O médico examinou meu pé e franziu a testa ao dizer:
— Seu dedão está fraturado. Precisamos operar imediatamente. Se atrasarmos mais, o dedo pode sofrer necrose por falta de circulação, e será necessário amputá-lo.
A enfermeira, sem opções, saiu para procurar um médico.
— Dr. Matias, acho melhor o senhor atender a Sra. Mônica primeiro. Se ela registrar uma queixa, as coisas podem ficar complicadas para nós.
O médico balançou a cabeça com firmeza e disse:
— Não posso. Preciso operar esta paciente imediatamente. Um minuto a mais pode custar o pé dela. Preparem a sala de cirurgia. Se Mônica quiser reclamar, deixe que ela reclame. Eu assumo toda a responsabilidade.
O médico fez os preparativos finais e pediu que a enfermeira me levasse para o centro cirúrgico.
No entanto, antes que pudéssemos sair da sala, uma voz fria e autoritária soou atrás de nós:
— Doutor, eu já falei com o diretor deste hospital. Você vai atender minha familiar agora.
Eu e o médico nos viramos ao mesmo tempo.
Quando nossos olhares se cruzaram, vi a expressão de surpresa nos olhos de Augusto.
Ele caminhou até mim, e, ao ver o sangue escorrendo pelo meu pé, seu olhar se tornou sombrio.
— O que aconteceu? — Ele perguntou, a voz baixa, mas carregada de tensão.
Eu o encarei com frieza, como se estivesse olhando para um estranho. Não respondi nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....
Nao gasto nem mais 1€ com este livro...
A autora quer deixar augusto de bonzinho, mas não dá, ele é muito sem futuro....
A história fica meio enrolada,Mônica teve uma filha com o irmão da Débora,e Autora deixa a história no ar. Alice aparece e desaparece sem ter nenhuma fala dela Mae da Débora viva ,como assim? Quem realmente é a filha da Débora e Augusto, lais ou Rafaela? Que história mais enrolada....
esse livro esta parecendo mas uma história de tortura do que de romance, essa pobre da Débora não tem um minuto de sossego...
Tá bom de liberar mas episódios e manda augusto pra porra affff e desenrola Thiago e Débora...
AUTORA SOMOS UMA PIADA PARA VOCÊ? 🤡 Alguém demite essa mulher! QUE PALHAÇADA VIROU ESSE LIVRO. Anda 10 passos, volta 9🤡...
Nossa , ela vai voltar com o Augusto de novo .. nossa que chatisse tá virando isso...
Não serve pra ser aurora não, um chove não molha sem sentido nenhum...
Muito enrolado esse livro...