Ao dizer isso, ela deu dois tapinhas no meu rosto e continuou:
— Mas não se preocupe. Aqui comigo, vou garantir que o seu valor seja dez vezes maior do que esses cinco milhões! Desde que você saiba obedecer, claro.
Enquanto falava, um dos brutamontes ao lado de Iolanda se aproximou. Ele esticou a mão e passou os dedos pelo meu rosto, com um sorriso nojento que quase o fazia babar.
— Chefe Iolanda, essa aqui parece que não sabe de nada. Que tal deixar a gente “ensinar” umas coisas pra ela antes? Assim, quando ela for atender os clientes, já vai estar bem treinada.
— Não me toque!
Eu gritei com toda a força que me restava, balançando a cabeça enquanto tentava me livrar da mão daquele homem. Minha voz, no entanto, saiu rouca, distorcida pelo pavor que tomava conta de mim.
Mas toda a minha resistência foi inútil.
Iolanda acendeu um cigarro com calma e deu uma risadinha sarcástica antes de responder:
— Querida, quem entra aqui não sai quando bem entende. Acho que está na hora de te dar uma lição, para você aprender as regras da casa.
Ela lançou um olhar para os homens atrás dela, e eles imediatamente entenderam a ordem.
Eu vi os brutamontes se aproximando, com expressões que misturavam crueldade e intenções repulsivas. Desesperada, comecei a balançar a cabeça e implorar:
— Não… Não, Iolanda, por favor! Eu imploro, me deixa ir embora…
Meu coração parecia que ia explodir no peito, enquanto o desespero se espalhava por todo o meu corpo.
Eu sabia que ninguém me ouviria, que minhas súplicas eram inúteis, mas não conseguia evitar. Era instintivo.
Quando a mão do homem careca estava prestes a me tocar, fechei os olhos com força. Minha mente já começava a preparar um plano para o que viria depois… Como eu iria acabar com minha própria vida depois de ser violentada por eles?
Eu preferia morrer a passar o resto da minha existência sendo humilhada naquele lugar.
De repente, o som de passos apressados ecoou no ambiente. Um dos capangas de Iolanda entrou no quarto, ofegante, e gritou:
— Chefe! Espere um pouco! Essa mulher tem um comprador!
O homem, ainda com um olhar lascivo, respondeu com sinceridade:
— O comprador fez questão de dizer que quer ela intocada. Natural, do jeito que veio ao mundo.
— Ah… — Iolanda soltou uma risada que soava como um arrepio na espinha. — Parece que ele gosta de criar do zero. Deve achar mais divertido assim.
Ela se aproximou de mim e, com uma unha pintada de vermelho vivo, levantou meu queixo. Seus olhos me analisaram com uma mistura de desdém e ironia antes de dizer:
— Não se preocupe, querida. Vou te vestir tão bem que, quando o comprador te ver, ele vai perder o controle. Não estrague essa oportunidade de ouro, hein?
Um dos capangas, tentando agradar, acrescentou:
— É isso aí! Se você agradar o comprador, quem sabe ele não volta para comprar mais com a chefe?
Iolanda soltou uma gargalhada alta e despreocupada, mas eu sentia o frio subindo pela minha espinha. Meu corpo inteiro tremia, incapaz de controlar o terror que me consumia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...