Do lado de fora, a noite era densa como tinta que não se dissolve. O vento, carregando o som distante de latidos, soprava pela janela entreaberta, trazendo um frio que parecia cortar a pele.
Iolanda se lembrou das exigências específicas daquele comprador. Temendo que seus capangas não conseguissem se controlar, ela chamou algumas mulheres para me ajudar a me preparar.
Quando elas soltaram as cordas que prendiam meu corpo, eu tentei reagir. Pensei até em me machucar, acabar com tudo, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Iolanda me deu um tapa tão forte que meu rosto virou para o lado.
— Eu vou te dizer uma coisa! — Ela gritou, os olhos faiscando de ameaça. — Se você continuar dificultando, eu nem vendo mais. Decide logo: prefere ser de um homem só ou de milhares? Pensa bem, garota!
Minhas lágrimas caíam sem parar. O medo me paralisava, e eu não ousava mais resistir.
Depois de me lavarem, me forçaram a engolir um líquido transparente. Eu não fazia ideia do que era, mas não me deram escolha.
…
Mais tarde, me levaram para uma suíte luxuosa. Cada detalhe do quarto gritava riqueza e ostentação, mas para mim, aquilo só aumentava o pavor.
Meu corpo estava completamente preso por tiras de couro, com os fechos de metal machucando minha pele a cada movimento. Eles me colocaram no centro de uma cama enorme e macia, cobrindo meu corpo com um fino lençol de seda.
Antes de sair, os homens de Iolanda fizeram questão de apagar as luzes. Disseram que era para dar ao “grande cliente” uma surpresa, como se fosse um presente a ser desembrulhado.
A escuridão total preenchia cada canto do cômodo, e meu medo parecia crescer com ela. Minha mente não parava de imaginar quem entraria por aquela porta. Que tipo de homem seria? Um sádico que tirava prazer da dor alheia? Alguém que me torturaria até eu implorar pela morte?
De repente, o som da fechadura girando ecoou no silêncio. Meu corpo inteiro congelou, o sangue pareceu parar de circular, e eu fechei os olhos com força, lutando contra o pânico que ameaçava me sufocar.
Minhas mãos estavam cerradas em punhos, com as unhas cravadas nas palmas. Mas nada disso me ajudava. Eu só podia esperar o que viria a seguir.
Os passos do homem eram firmes, mas não apressados. Havia algo neles, uma calma assustadora, que só aumentava o meu medo. Não era o tipo de respiração pesada que eu esperava. Seus movimentos carregavam uma estranha elegância, quase como se ele não pertencesse àquele lugar.
E isso me aterrorizava ainda mais. Afinal, quantos monstros escondem suas garras por trás de uma fachada de gentileza?
Os olhos de Thiago pareciam carregar um toque de dor, como se ele estivesse sofrendo por me ver naquele estado. Ele franziu as sobrancelhas e, com a voz baixa e grave, perguntou:
— O que aconteceu? Eles… Eles machucaram você?
Ele deu um passo à frente e estendeu a mão para puxar o lençol fino que cobria meu corpo, provavelmente para verificar se eu estava ferida.
Eu mal tive tempo de tentar detê-lo. Antes que minha voz saísse ou minha mão pudesse alcançar a dele, o tecido de seda deslizou suavemente, revelando o que estava por baixo.
O ar no quarto pareceu congelar.
A expressão normalmente controlada de Thiago quebrou no mesmo instante.
O que ele viu foi meu corpo completamente amarrado pelas tiras de couro, sem nada para cobrir minha pele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...