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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 471

Eu queria desaparecer daquele quarto naquele instante, mas Thiago rapidamente puxou novamente o lençol de seda sobre o meu corpo.

Ele provavelmente também não esperava que, debaixo do lençol, a cena fosse tão constrangedora.

Eu tentei falar, mas a vergonha fez minha voz sair tão baixa quanto o zumbido de um mosquito:

— Foram eles… Eles que me amarraram assim.

Thiago ficou em silêncio por alguns segundos. Sua respiração pareceu vacilar por um breve momento antes de ele responder, com uma voz que se esforçava para soar controlada:

— Vou apagar a luz agora e tirar isso de você.

Quando a escuridão voltou a preencher o quarto, meus nervos, que estavam à flor da pele, relaxaram ligeiramente.

Ele se aproximou, e o leve aroma de sua loção pós-barba trouxe uma sensação de segurança inesperada.

Com dedos frios e cuidadosos, Thiago ergueu uma pequena parte do lençol, expondo apenas o suficiente para começar a soltar as tiras de couro que me prendiam.

Os nós estavam apertados e complicados, e sua mão se movia com extrema delicadeza enquanto tentava desfazê-los. Às vezes, seus dedos tocavam minha pele, e cada toque fazia meu corpo reagir com arrepios involuntários.

Naquele silêncio opressor, eu podia ouvir sua respiração. No início, ela era firme e controlada, mas, conforme ele avançava, sua respiração começou a ficar mais pesada e irregular.

Seus dedos, vez ou outra, roçavam minha cintura, meus braços ou minha barriga. Cada toque parecia carregar uma corrente elétrica que fazia meu corpo inteiro esquentar.

Eu permanecia imóvel, os músculos completamente rígidos, mal ousando respirar.

Apesar disso, Thiago manteve o máximo de controle. Seus movimentos eram cuidadosos, evitando a todo custo tocar qualquer parte mais íntima do meu corpo. Quando, acidentalmente, isso acontecia, ele afastava a mão o mais rápido possível.

Mesmo assim, sua respiração ficava cada vez mais pesada.

Enterrei o rosto no travesseiro, sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha. Mas ele não fazia ideia de quanto eu o agradecia naquele momento.

Thiago poderia ter se aproveitado da situação, mas, ao invés disso, ele me tratava com respeito e dignidade, mesmo enquanto eu estava naquela posição humilhante.

Enquanto isso, na mente de Thiago, era outra história.

A cada nó que ele desatava, seus dedos tocavam a pele quente e macia de Débora. Seus ouvidos captavam os leves tremores da mulher, que parecia tentar conter qualquer som que pudesse escapar.

Débora apertava a mão dele com uma força quase desesperada, como se estivesse se agarrando à última esperança. Sua voz estava trêmula e desconexa:

— Eu… Eu estou me sentindo tão mal… Por favor… Me ajuda… Está tão difícil de suportar…

Os olhos dela estavam perdidos, e era evidente que sua mente já não estava lúcida. Ela nem parecia saber o que estava dizendo ou pedindo.

Foi nesse momento que Thiago finalmente entendeu. Ele murmurou um palavrão por entre os dentes e perguntou, com a voz baixa e grave:

— Eles deram alguma coisa para você?

Débora assentiu com a cabeça, enquanto lágrimas deslizavam por seus olhos, escorrendo até se perderem nos cabelos.

Um calor estranho parecia consumir cada parte do corpo dela, roubando qualquer resquício de sanidade.

Débora puxou a mão de Thiago para perto de si, pressionando-a contra sua pele quente. Seu corpo, em um ato inconsciente, inclinava-se na direção dele, buscando alívio para o tormento que a consumia.

O lençol de seda deslizou para baixo, parando em sua cintura e revelando ainda mais de sua pele macia e brilhante.

— Me ajuda… Por favor… Estou tão quente… — Ela sussurrou, sua voz carregada de um desespero que parecia partir de dentro de sua alma.

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