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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 5

Por sorte, Augusto parecia ainda confiar em mim. Ele apenas levantou um canto de cada página do contrato e assinou nos locais indicados, sem sequer se dar ao trabalho de ler o conteúdo.

Foi só quando ele assinou a última página, que era o acordo de divórcio, que senti meu coração finalmente encontrar um pouco de paz.

Com medo de que ele percebesse algo, assim que ele terminou de assinar, peguei os documentos rapidamente e me retirei.

No quarto principal, escondi a folha do acordo de divórcio com a assinatura de Augusto entre as páginas de um livro e guardei tudo com cuidado.

Agora, restava esperar o período de trinta dias do prazo oficial de reflexão para o divórcio.

...

Naquela mesma noite, comecei a arrumar minhas coisas para sair do quarto principal.

Quando Augusto voltou para o quarto e me viu mancando enquanto eu recolhia minhas coisas, preparando-me para ceder o espaço à amante dele e à filha dela, ele se colocou na minha frente e me impediu de continuar.

— Deixe que Ana ou as empregadas façam isso por você. — Ele falou com um tom surpreendentemente ameno. — Assim que a poeira abaixar e elas forem embora, você volta para cá. Não se preocupe, elas não ficarão por muito tempo.

Eu ri com desdém e, enquanto olhava para o rosto sério dele, perguntei:

— Então é isso? Eu devo te agradecer?

A expressão de Augusto imediatamente endureceu.

Eu não estava me mudando de casa, apenas trocando o quarto principal pela suíte de hóspedes. Por isso, não havia tantas coisas para levar.

Recolhi algumas roupas e produtos de cuidados pessoais, mas o mais importante era uma pequena caixa de madeira guardada no alto do armário.

Recusei qualquer ajuda e, sozinha, subi em uma cadeira para alcançar o objeto. O manuseei com o máximo de cuidado, como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.

Para Augusto, a criança das fotos era o maior "tesouro" da vida dele. Para mim, o conteúdo daquela caixa era o meu.

Só que o meu "tesouro" não tinha a chance de viver livremente, de correr sob o sol como qualquer outra criança. Ele estava preso, para sempre, naquele espaço escuro e sem vida.

Enquanto eu retirava a caixa, Augusto estava na varanda, ao celular, dando instruções detalhadas ao assistente sobre qual caminho seria mais seguro para trazer Mônica e a filha dela para a casa.

Quando ele terminou a ligação e voltou para o quarto, viu a caixa em meus braços e franziu as sobrancelhas, visivelmente incomodado.

— Por que você está com isso? — Ele perguntou, com o olhar frio e a voz cheia de curiosidade.

Mônica e a criança claramente não estavam acostumadas com esse tipo de comida. No entanto, tentando agradar Augusto, Mônica se esforçava para fingir que estava adorando. Pior ainda, ela tentava convencer a filha a comer, usando uma mistura de carinho e insistência quase forçada.

Eu assisti à cena com um sorriso irônico. A grande estrela das telas, Mônica, não passava de uma mulher comum, forçando simpatia para manter sua posição. Ainda bem que ela nunca foi minha ídola.

Augusto, após provar alguns pratos, colocou os talheres de lado, visivelmente insatisfeito.

— Ana, esses ingredientes foram trazidos hoje? — Ele perguntou, com um olhar avaliador. — E o arroz? Está com um gosto diferente.

Ana olhou para mim, hesitante, antes de responder:

— Sr. Augusto, normalmente, as refeições são preparadas pela Sra. Moretti. O arroz, por exemplo, ela faz com uma mistura de arroz tailandês, cevada, lascas de trufa e avelãs turcas, tudo na proporção certa. Hoje, como a Sra. Moretti não estava se sentindo bem, eu fiz o melhor que pude, mas não consegui alcançar o mesmo sabor.

Augusto parecia surpreso. Era como se ele nunca tivesse imaginado que a diferença no sabor seria tão notável só porque outra pessoa havia preparado a comida.

Ele me olhou, com um olhar intenso e cheio de significado, como se esperasse que eu dissesse algo como: "Tudo bem, eu volto a cozinhar para você."

Mas eu permaneci em silêncio, sem a menor intenção de oferecer minha ajuda.

Afinal, eu não era idiota a ponto de gastar meu tempo e esforço para agradar um homem que estava dividindo minha casa com outra mulher.

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