Então ela já tinha previsto que aquele seria o desfecho.
Depois de alguns segundos em silêncio, a Laís assentiu de leve e respondeu, bem baixinho:
— Ah…
Ela abaixou a cabecinha e não falou mais nada. Os ombros pequenos deram uma leve caída, e ela ficou visivelmente desanimada.
Na mesma hora, o meu coração apertou, e uma onda de amargura subiu e ardeu nos meus olhos. Eu estendi a mão e afaguei o cabelo dela com cuidado:
— Laís, você vai ficar com raiva de mim?
A Laís levantou o rosto. Nos olhos enormes dela brilhava uma camada fina de lágrimas.
— Não vou. — Ela falou com a voz suave, mas cheia de certeza. — Porque o papai sempre faz você chorar. Se você sair de perto dele, depois você não vai chorar mais, né?
Eu engoli o nó que tinha travado na minha garganta e concordei com firmeza:
— Isso mesmo. Depois eu não vou chorar mais.
A Laís pareceu soltar o ar que ela estava prendendo. A nuvem escura no rostinho dela se desfez um pouco e ela declarou, muito séria:
— Então eu não vou ficar brava com você.
Passou um tempinho, e ela pareceu lembrar de alguma coisa. No olhar dela surgiu uma pontinha de curiosidade, como se estivesse me testando:
— E depois você vai casar com o tio Thiago?
A pergunta me pegou de surpresa. Na hora, a frase que o Lorenzo tinha dito um dia ecoou na minha cabeça: o Thiago era um homem que não acreditava em casamento.
Durante todo aquele tempo, tudo o que tinha acontecido entre mim e o Thiago mexera comigo de um jeito profundo. Mas eu nunca tinha ousado levar a palavra “casamento” a sério, quando se tratava dele.
Eu pensei por um bom tempo e respondi com toda honestidade:
— Eu também não sei.
Quando ouviu aquilo, a Laís claramente relaxou. Um sorrisinho tímido apareceu no rosto dela.
Ela se aproximou, passou os bracinhos finos pelo meu pescoço e me abraçou com força. O corpinho quente e macio se encaixou no meu colo, e o calor dela atravessou o tecido da minha roupa.
Ela não disse mais nada, só ficou ali, em silêncio, me abraçando. Mas aquele abraço pequeno foi desfazendo, aos poucos, a minha angústia e o aperto no peito.
…
O Augusto aproveitou a deixa e perguntou:
— Você quer que eu faça o quê com ela?
Os cantos da boca da Alice se ergueram num sorriso quase imperceptível, carregado de gelo:
— Eu passei anos trancada num hospital psiquiátrico, sofrendo dia e noite. Não tá na hora de deixar ela provar um pouco do mesmo?
Naquela época, ele tinha internado a Alice numa clínica psiquiátrica achando que estava protegendo-a, que precisava tê-la por perto, sob os olhos dele o tempo todo, com medo de que ela fosse embora.
Mas, para ela, cada minuto e cada segundo tinham sido pura tortura.
O Augusto franziu o cenho, mas não rebateu. Ele apenas concordou:
— Tá bom. Amanhã eu mando gente pra levar ela pra lá.
Depois disso, ele se levantou e foi se aproximando devagar da Alice. Ele se inclinou sobre ela, quase envolvendo o corpo inteiro dela nos braços, e murmurou, com carinho:
— Alice, a partir de agora a gente pode ficar junto às claras. Pra sempre juntos…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...