A noite tinha a mesma espessura de tinta, envolvendo a mansão num silêncio absoluto.
As meninas, depois de tomarem banho e escovarem os dentes, tinham sido vencidas pelo sono do fuso horário. Assim que encostaram na cama macia, elas apagaram, dormindo profundamente.
Eu, ao contrário, talvez por estar num lugar estranho, não sentia tanto sono. Eu caminhei na ponta dos pés até a varanda de vidro e fiquei olhando a paisagem do lado de fora.
No jardim lá embaixo, uma arandela amarela projetava um círculo de luz quente. O Thiago estava sentado sozinho numa cadeira de vime, com um cigarro preso entre os dedos.
A brasa acesa piscava no escuro, cortando o contorno do maxilar dele e deixando o rosto ainda mais frio e marcado. Ele inclinou a cabeça para trás, e a fumaça saiu devagar dos lábios finos, dando a ele um ar preguiçoso, despreocupado.
A camisa dele estava com os dois primeiros botões abertos, revelando a clavícula bem desenhada. Havia algo de contido e, ao mesmo tempo, provocante naquele corpo em repouso, como um predador escondido na escuridão, pronto para atacar: perigoso e hipnotizante.
Eu não sabia se era porque eu já estava há tempo demais sem encostar em ninguém, mas, naquele instante, eu me peguei engolindo em seco, sem controle.
Bem nessa hora, o Thiago levantou o rosto e o olhar dele encontrou o meu.
Eu desviei os olhos, em pânico, peguei o cardigã de tricô bege claro jogado nas costas da cadeira e coloquei sobre os ombros, criando coragem para descer.
Ele parecia já saber que eu ia aparecer ali. O canto da boca dele se ergueu num sorriso de quem tinha entendido tudo:
— E aí, por que você desceu? Não era pra estar com as luzes apagadas?
Eu sabia que ele estava provocando, cutucando o fato de eu ter ficado na varanda encarando ele.
Eu retruquei:
— E você não estaria, por acaso, sentado aqui de propósito pra ficar observando o nosso quarto?
O Thiago pigarreou, sem graça, e não respondeu.
Eu peguei o cigarro da mão dele e perguntei:
— Você pode parar de fumar?
Ele arqueou uma sobrancelha, com o olhar pousado nos meus dedos segurando o cigarro:
— A partir de agora, na sua frente e na frente das meninas, eu não fumo.
— Nem quando você estiver sozinho. — Eu completei, apagando o cigarro e jogando no lixo. — Isso faz mal pra sua saúde.
Ele não discutiu. Em vez disso, ele acompanhou o movimento que eu fiz, esticou a mão, puxou a minha e me fez sentar ao lado dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Precisamos de um amor avassalador de Thiago e Débora e finalmente felizes...
Na melhor parte acaba o capítulo, pelo amor de Deus , escreve uma 20 por dia...
700 capítulos e a história não anda pra frente. A todos os novos leitores por aqui eu não recomendo de todo esta história...
700 paginas de pura "Encheção de linguiça" nem novela mexicana é tão enrolada que horror...
Começo a chegar à conclusão que a Débora tem nojo do Tiago, a forma como a autora descreve aquilo que Débora sente quando é tomada por ele retrata mais nojo do que desejo. Juro que já não entendo mais nada. Muita enrolação...
Acho que o autor já enrolou muito o final da trama, já está muito longo. Thiago e Débora nunca ficam juntos....
Ja estou desistindo de ler....
Não aguento mais esperar....
Já não aguento mais esperar o desfecho de Débora e Thiago,mulher faz uns 20 capitulos por favor...
Eita, por favor queremos os próximos capitulos...