Eu agradeci de coração:
— Sr. Thiago, muito obrigada por hoje. E também pela outra vez, lá no canteiro de obras. Agradeço a você e ao seu assistente.
— Não foi nada. — Ele respondeu com indiferença, soltando apenas três palavras. Em seguida, virou-se para Cláudio e perguntou. — Vamos para a sua casa?
— Vamos!
— Não!
Eu e Cláudio respondemos ao mesmo tempo.
Cláudio cerrou os dentes e reclamou:
— Débora, você quer que eu te leve para casa no meio da madrugada? Com essa sua cara, seu marido vai achar que a gente acabou de sair da cama!
— Dá para parar de falar besteira? — Interrompi Cláudio com frieza e continuei. — Eu estou morando sozinha. Aluguei um apartamento. Já faz tempo que não moro com ele.
Os olhos afiados de Thiago, sempre atentos, pareceram cobrir-se de uma leve dúvida ao ouvir nossa conversa. Ele provavelmente não imaginava que Cláudio fosse tão desleixado a ponto de se interessar por uma mulher casada.
Eu não queria, de jeito nenhum, ir para a casa de Cláudio e correr mais riscos.
Felizmente, Thiago mostrou-se respeitoso. Ele perguntou meu endereço e pediu ao motorista que mudasse o trajeto, levando-nos ao prédio onde aluguei meu apartamento.
Ao descer do carro, Cláudio insistiu em me acompanhar até a porta, mas eu recusei.
Ele bufou, zangado, e resmungou:
— Você só sabe ser grossa comigo! Por que não foi grossa assim com aquele velho tarado?
Eu ignorei o comentário, tirei o casaco que Thiago havia me emprestado e tentei devolvê-lo.
No entanto, percebi que o casaco estava impregnado com o cheiro da bebida que eu tinha derramado mais cedo.
Minha primeira reação foi pedir o cartão de visita ou o contato dele, para que eu pudesse devolver o casaco devidamente limpo. Mas então me lembrei do que o assistente dele havia dito: que muitas pessoas já tentavam se aproximar de Thiago. Para evitar mal-entendidos, decidi não pedir nada.
— Sr. Thiago, se o senhor não se importar, depois que eu mandar limpar o casaco, peço para o Cláudio devolver para você.
Thiago assentiu levemente e respondeu:
— Não tenha pressa.
O rosto de Eduarda ficou pálido. Ela desviou o olhar, visivelmente desconfortável, e murmurou:
— Eu não sei do que você está falando.
— Eduarda, você sabe muito bem do que eu estou falando. — Respondi, pausadamente, enfatizando cada palavra. — Lembre-se de uma coisa: quando a Mônica jogar você debaixo do ônibus, e isso vai acontecer, você será a primeira a ser sacrificada.
Nesse momento, alguém bateu na porta do escritório de Eduarda.
Uma colega entrou, hesitante, e disse com a voz baixa:
— Tem dois policiais lá fora. Eles estão procurando pela Débora.
Eu nunca teria imaginado que Paulo, o agressor, teria a audácia de chamar a polícia antes de mim.
Os policiais entraram com um mandado de investigação, informando que eu estava sendo acusada de agressão intencional. Disseram que eu precisava acompanhá-los para prestar depoimento.
Eduarda, que obviamente não esperava que a situação chegasse a esse ponto, ficou visivelmente assustada. Ela balançou a cabeça, os olhos cheios de pânico, e murmurou:
— Débora, me desculpa… Eu… Eu não pensei que isso fosse acontecer...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...