Eu soltei uma risada fria e perguntei:
— O que você não pensava, Eduarda? Desde o momento em que você aceitou ser uma peça no jogo da Mônica, sabia que isso iria me destruir! Eduarda, foi um erro confiar em você!
E assim, os policiais me levaram embora.
Na sala de interrogatório, a luz do dia vinha de uma lâmpada forte e incômoda, que parecia queimar e iluminar meu rosto sem piedade.
Embora eu não tivesse feito nada de errado, sentar ali como suspeita pela primeira vez era assustador. Dizer que eu não estava com medo seria uma mentira.
Os policiais me fizeram muitas perguntas, e eu respondi a todas com sinceridade.
No entanto, eles afirmaram que meu depoimento não batia com a acusação de Paulo, que se apresentava como vítima. Disseram que precisavam investigar mais a fundo e coletar novas provas.
Uma sensação de ansiedade tomou conta de mim, e eu perguntei, nervosa:
— Quanto tempo vou ter que ficar aqui?
O policial, com um tom burocrático e distante, respondeu:
— Já notificamos o seu marido. Se ele vier pagar a fiança, você poderá sair hoje mesmo.
— Augusto?
Só de ouvir esse nome, uma frustração amarga tomou conta de mim. Para mim, Augusto era como uma memória morta. Afinal, nos momentos em que eu mais precisava dele, ele nunca esteve ao meu lado.
Eu preferia que tivessem avisado meus pais ou Natália.
Mas o policial explicou que, sendo meu cônjuge, ele era o parente direto que deveria ser notificado primeiro.
Assim, após o interrogatório, os policiais me colocaram em um quarto minúsculo.
O espaço era úmido, escuro e apertado, com apenas alguns metros quadrados. O isolamento era sufocante, e o medo de estar ali sozinha me consumia.
Eu me encolhi no canto, sem celular, sem internet, completamente desconectada do mundo.
O tempo parecia se arrastar. Cada segundo parecia durar uma eternidade.
Não sei quanto tempo passou até que finalmente ouvi passos do lado de fora.
A porta se abriu, e um policial informou:
— Débora, seu marido veio pagar a sua fiança.
Um alívio tomou conta de mim, e meus olhos finalmente vislumbraram uma luz no fim do túnel. Levantei-me com dificuldade, apoiando-me nos joelhos dormentes.
Augusto estava na sala de visitas. Quando me viu, ele franziu a testa e me olhou de cima a baixo antes de dizer:
— Vamos.
A voz de Augusto era gelada, quase desumana. Ele falava como se não estivesse lidando com a minha dor, mas com um problema qualquer que precisava ser resolvido.
Mas eu sabia que Paulo não tinha conseguido me machucar. Então, por que ele admitiria algo assim? A única explicação era que Mônica tinha algo a ver com isso.
Eu não sabia exatamente como ela havia manipulado Paulo para fazer essa confissão, mas era óbvio que ela queria que Augusto acreditasse que eu tinha sido “manchada”.
Para Mônica, isso significava que Augusto me desprezaria ainda mais. E o que Augusto realmente se importava não era com o que eu tinha sofrido ou com a injustiça que enfrentei. Ele só queria saber se a Sra. Moretti ainda era “pura”.
Minha voz saiu cheia de raiva:
— Augusto, pare o carro!
Ele não respondeu e continuou dirigindo como se eu não tivesse falado nada.
Minha indignação cresceu, e eu, tomada pela raiva, segurei o volante.
Augusto finalmente pisou no freio e parou o carro no acostamento.
— Você ficou maluca, Débora? — Ele gritou, com o rosto sombrio e os olhos cheios de fúria. — Você tem ideia do perigo que acabou de causar?
Eu o encarei com frieza, sem vontade de responder.
Não havia mais nada a dizer para um homem que, em breve, seria apenas o meu ex-marido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...