Eu abri a porta do carro para sair, mas ele segurou meu pulso com firmeza e me puxou de volta.
— Por que você não quer ir ao hospital? — Ele me olhou com ainda mais desconfiança e perguntou. — E se você tiver pegado alguma doença sexual? O que vai fazer?
Eu soltei uma risada sarcástica e respondi:
— E o que importa pra você se eu peguei alguma coisa? De qualquer forma, nós já estamos assim. Ou você acha que eu ainda posso te passar alguma coisa?
— Até agora você insiste em ser teimosa! — Augusto respondeu com o rosto carregado de raiva. Ele continuou, com a voz dura. — Eu sempre disse para você parar de causar problemas e ficar quieta em casa. Agora você viu o que acontece! Longe de mim, longe da família Moretti, você vira presa fácil para qualquer um!
Um nó subiu pela minha garganta, como se todas as mágoas que eu tinha guardado quisessem sair de uma vez. Encarei aqueles olhos frios como gelo e retruquei:
— Mas ontem… Você estava lá. Qual foi a diferença entre você estar lá e não estar? Eu pedi sua ajuda. Você me salvou?
Augusto parou por um momento, confuso, e perguntou:
— Quando você pediu minha ajuda?
A tristeza me invadiu ainda mais, e minha voz saiu embargada:
— Pois é, sua cabeça estava toda na Mônica. Ela colocou a mão no peito e disse que estava com dor, e você simplesmente a pegou no colo e foi embora. Claro que você não percebeu nada ao meu redor.
— Ontem… Era você?
Ele parecia lembrar dos gritos de socorro que tinha ouvido, e seu rosto assumiu uma expressão de choque, como se tivesse finalmente entendido o que aconteceu.
Eu curvei os lábios em um sorriso amargo e disse:
— Augusto, você não tem o direito de me culpar. Mesmo que eu tivesse sido violada, você seria um dos culpados!
Depois de dizer isso, empurrei a porta do carro e saí.
Dessa vez, ele não tentou me impedir.
Assim que desci do carro, meu celular tocou. Era Glória.
Ela me contou que Cláudio também tinha sido levado pela polícia, acusado, assim como eu, de agressão intencional contra Paulo.
Sem pensar duas vezes, chamei um táxi e fui direto para a delegacia, disposta a testemunhar a favor de Cláudio.
O que eu não esperava era que Augusto seguisse meu táxi o tempo todo. Quando desci em frente à delegacia, ele também saiu do carro.
— Eu acabei de te tirar da delegacia, e você já está voltando? — Augusto disse, com a voz fria. — O que você quer? Me punir? Fazer eu me arrepender? Quer que eu te veja entrar lá de novo?
Eu puxei um sorriso irônico e respondi:
— Surpreso? O irmão que você tanto despreza é mais humano que você jamais será!
Depois de dizer isso, tentei passar por ele e entrar na delegacia. Eu precisava saber como Cláudio estava, o que precisava ser feito e, se necessário, contratar um advogado.
Mas Augusto me segurou pelo braço novamente e ordenou com frieza:
— Volte para casa comigo.
— Não vou a lugar nenhum enquanto o Cláudio não sair. — Respondi, encarando diretamente seus olhos gelados, com uma determinação que não deixava espaço para negociação.
Augusto, surpreendentemente, assentiu com a cabeça e disse:
— Tudo bem. Volte comigo agora, e eu prometo que vou tirá-lo de lá.
— Não. Eu só saio daqui depois de ver ele livre com meus próprios olhos. — Insisti, firme. — Resolva isso agora.
Augusto sempre foi alguém que não cedia a ameaças ou imposições, mas, estranhamente, dessa vez ele cedeu. Ele pegou o celular e começou a fazer ligações para o departamento jurídico do Grupo Moretti, pedindo que enviassem um advogado imediatamente.
Enquanto isso, eu fiquei parada em frente à delegacia, esperando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...