Já em casa...
Os exames confirmaram que estava tudo bem com Melissa e nosso bebê. Graças a Deus, o médico nos tranquilizou. Havia apenas um pequeno sangramento, o que exigia repouso total. Com a alta do hospital, finalmente fomos para casa. Bárbara e Ricardo seguiram para o apartamento deles, e minha mãe ficou com Mia até chegarmos. Eduardo a buscou pouco depois.
Assim que chegamos, demos toda a atenção para nossa pequena. Mia estava eufórica, claramente sentindo nossa falta. A cena aqueceu meu coração e me fez pensar no futuro: criar nossos filhos com idades tão próximas seria um sonho.
Melissa só desgrudou de Mia na hora de dormir. Nossa pequena estava tão apegada que foi difícil fazê-la parar de chorar. Quando Melissa foi tomar banho, precisou levá-la junto. Será que crianças conseguem pressentir essas coisas? Espero que não. Não quero que ela carregue essa tensão. Por isso, faço questão de me manter calmo e tranquilo perto dela, mesmo quando tudo parece desmoronar.
Mais tarde, já na cama, finalmente tivemos um momento de paz. Melissa se aninhou em meu peito, com Mia dormindo ao seu lado. Aproximei-me dela, acariciando seus cabelos.
— Adorei o nome, amor. Nunca imaginei que você teria essa sensibilidade de pensar no nome do meu pai. — Ela disse, sua voz suave, enquanto me olhava com ternura.
— Pensei muito, sabia? Queimou o resto dos meus neurônios. Mas achei o nome perfeito.
— Minha mãe vai surtar quando souber. — Ela riu, levantando o rosto para me encarar.
— Já surtei com ela. Chorou muito na ligação.
— Ela já sabe? — Perguntou surpresa, erguendo as sobrancelhas.
— Sim, pedi a opinião dela antes. Queria te fazer uma surpresa, mas acabei contando antes do tempo.
— Deu certo, amor. Tudo está dando certo. — Ela disse com a paciência e esperança que sempre admirei nela.

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