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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 32

Henry

Sabe aquela sensação de vazio que consome você quando está sozinho? Quando o silêncio ao redor, em vez de acalmar, vira um grito ensurdecedor dentro da sua cabeça? É como se todas as certezas que você um dia teve desmoronassem, e o peso esmagador da realidade te empurrasse ainda mais para baixo. Voltei para uma casa vazia, para um espaço onde os ecos dos meus próprios pensamentos são o único som. É isso que estou vivendo agora.

Nada parece fazer sentido. Parece que um furacão passou pela minha vida, bagunçou tudo, e eu nem sei por onde começar a arrumar. O que mais me atormenta, no entanto, é a sensação de vazio que tomou conta de mim. É um buraco que suga qualquer fagulha de esperança. O caos que estou vivendo é, sem dúvida, minha culpa. Mas eu acreditava, genuinamente, que estava fazendo o certo.

Sim, critique-me se quiser, mas estou sendo sincero. Pensei que estava protegendo Melissa, protegendo nós dois. Agora vejo o quão errado estava. Fui precipitado, cego aos meus próprios sentimentos. Hoje, ao olhar para trás, vejo que ela me amou tanto quanto eu a amo. Talvez ainda ame. Vivemos algo intenso, real, mas nos perdemos no caminho. Agora só quero uma coisa: vê-la feliz. Mesmo que isso signifique que sua felicidade não será ao meu lado.

Falar isso é fácil. Viver isso, não. Cada dia que passa, essa realidade me despedaça. É como se o ditado "que seja eterno enquanto dure" fosse, ao mesmo tempo, uma consolação e uma tortura. No início, tudo era perfeito. Agora, só me resta aceitar que ela precisa seguir em frente – talvez longe de mim. É mais fácil pensar assim. Mas a dor é insuportável.

Enquanto dirigia para o restaurante, percebi o quanto minha realidade é solitária. As ruas que atravesso parecem refletir meu estado de espírito: escuras, sem vida, sem brilho. Em um momento, parei o carro no acostamento para conferir minha carteira no porta-luvas – tenho mania de esquecer o cartão. Quando a abri, encontrei a foto que sempre carrego comigo: Melissa e Mia, sorrindo juntas.

Aquela imagem me atingiu em cheio, como sempre faz. Mesmo com tudo o que está acontecendo, nunca cogitei tirar essa foto dali. Ela me dá uma sensação de esperança, embora eu saiba que não deveria. Olhar para aquelas duas me faz acreditar, mesmo que por um instante, que o futuro pode ser diferente. Que tudo pode ser melhor. Mas talvez isso seja só uma ilusão. Seria mais fácil se Melissa assumisse outro relacionamento ou olhasse nos meus olhos e dissesse com todas as letras: "Acabou. Não sinto mais nada por você." Quem sabe assim eu entenderia, de uma vez por todas, que não há mais nada entre nós.

Mas Melissa não é assim. Ela não é do tipo que fala algo só para ferir. Mesmo quando está com raiva, mesmo quando poderia despejar toda a sua frustração em mim, ela é gentil, doce. Amável. Ela evita meus olhos, o que mais amo nela, e isso é o que mais me dói.

Cheguei ao restaurante e reconheci o carro dela no estacionamento. Aproximei-me e vi o adesivo que colocamos juntos: uma mulher, um homem e um bebê. Sorri com a lembrança. Tantas esperanças depositadas naquele momento. Olhei para dentro do carro e tive certeza de que era dela. Meu coração disparou. O que ela está fazendo aqui?

Entrei no restaurante com o peito acelerado. Meus olhos a buscaram instintivamente, como sempre fazem. É como se eu tivesse um radar. Em qualquer lugar, em qualquer multidão, eu seria capaz de encontrá-la. E lá estava ela. Linda. Radiante.

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