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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 48

Continuação

— Cale essa boca imunda… e não ouse tocar no nome da minha filha! — Gritei, apontando um dedo para ela enquanto tentava controlar meu ímpeto. — Você usa essa porcaria de feminilidade como arma, atacando e manipulando as pessoas como fez com o porteiro do meu prédio. Mas comigo isso não cola, entendeu? — Dei um passo para trás, tentando criar distância antes que fizesse algo que me arrependesse.

Ela cruzou os braços e me encarou com deboche, inclinando levemente a cabeça.

— Não te reconheço mais, Renata. — Minha voz saiu mais baixa, mas ainda carregada de indignação. — Eu tentei, de verdade, manter um convívio civilizado com você. Mas está claro que você perdeu qualquer senso de razão. Pare com isso. Pare de invadir minha vida, meu prédio, meus espaços… Pare!

Renata estreitou os olhos e, com uma expressão que misturava orgulho e arrogância, respondeu:

— É simples, Henry. Basta você voltar pra mim, e todos os seus problemas desaparecem.

Eu ri novamente, dessa vez um riso incrédulo.

— Voltar pra você? Eu ficaria com alguém de quem eu sinto repulsa? Por puro orgulho? Não tem sentido.

Ela deu dois passos à frente, se aproximando perigosamente.

— Nascemos um para o outro, amor. Aceita que dói menos. Somos predestinados.

— Predestinados ao inferno, talvez. Você está completamente fora da realidade. — Falei firme, sem esconder meu desprezo.

Renata cruzou os braços novamente e abriu um sorriso irônico.

— A Melissa não vai te aceitar de volta. — Ela afirmou com uma confiança que me deixou alerta.

Suas palavras caíram como uma bomba, mas mantive a calma.

— Não importa. Eu amo a Melissa, e isso é o que importa pra mim. — Respondi, tentando manter a compostura e ser direto.

— Ela não te ama, querido. — Renata riu e balançou a cabeça. — Você acha que ela te ama? Para com isso. Você é só uma distração para ela. Ela sempre te usou. Você já teve o que quis de mim, Henry. Quando me quis, me teve. Quando não quis mais, me descartou. Mas agora sou eu que estou te devolvendo na mesma moeda. — A firmeza na sua voz só aumentava, me fazendo perceber que ela estava realmente disposta a seguir com qualquer loucura.

Sentei no sofá, exausto, sem conseguir conter o peso de tudo aquilo. Abaixei a cabeça, segurando o rosto com as mãos.

— Renata… — Comecei, mas ela não me deu tempo para continuar.

Ela se inclinou, aproximando-se ainda mais, e sussurrou no meu ouvido:

— Eu vou acabar com você antes que você assuma qualquer outra vadia na sua vida.

Levantei de repente, cheio de raiva, e apontei para a porta.

— Some daqui antes que eu perca a porra do juízo e enfie minha mão em você! — Gritei, minha paciência completamente esgotada.

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