— Não é nada.
Jocelino minimizou os ferimentos em seu corpo. Ao ver o rosto exausto de Aeliana, sentiu uma dor profunda no coração.
— O Sr. Wallace precisa de observação silenciosa por enquanto, não há nada que você possa fazer agora.
— Você deveria voltar e descansar um pouco. Fique tranquila, eu coloquei gente vigiando o Sr. Wallace. Se houver qualquer novidade, nos avisarão imediatamente.
Durante todo esse tempo, ela não tinha descansado direito. Depois de cuidar de Eduardo, veio cuidar de Wallace. O rosto dela estava tão abatido que Jocelino sentia pena só de olhar.
Aeliana balançou a cabeça teimosamente:
— Não, eu quero vigiar o Sr. Wallace pessoalmente. Se acontecer alguma coisa, o Sr. Wallace se sentirá mais seguro comigo aqui.
Jocelino franziu levemente a testa, mas suavizou ainda mais o tom de voz:
— Seja obediente, sua aparência está realmente péssima. O Sr. Wallace tomou o remédio e precisa de repouso absoluto agora. Você ficar aqui vigiando não vai ajudar e, pelo contrário, vai deixá-lo preocupado.
Aeliana quis retrucar, mas ele apertou levemente a palma da mão dela.
— Vamos fazer assim. — Ele cedeu um passo, mas com um tom inegociável. — Eu te acompanho até em casa, você toma um banho relaxante e troca por uma roupa confortável. Depois comemos alguma coisa e voltamos juntos. Eu prometo, apenas uma hora, sim?
— Caso contrário, se você continuar se desgastando assim, vai desabar antes mesmo que o Sr. Wallace tenha qualquer problema.
Ele pegou a mochila pesada do ombro dela e, aproveitando o movimento, abraçou-a pelos ombros, conduzindo-a em direção ao elevador. A palma de sua mão tocava o braço frio dela com uma força suave, mas firme.
— Não precisa voltar... — Aeliana, sendo semi-carregada por ele, ainda tentou lutar por sua causa. — Eu posso tomar banho aqui mesmo...
— Não!
E Aeliana também aceitou isso tacitamente; depois de voltar com Jocelino, não mencionou mais o assunto de ir embora.
Jocelino saiu do banheiro secando o cabelo e viu Aeliana sentada à beira da cama, lutando para manter os olhos abertos, mas esperando teimosamente por ele. Naquele momento, a parte mais macia de seu coração foi tocada profundamente.
— Não falei para você dormir primeiro?
Jocelino levantou o edredom, deitou-se e, com naturalidade, puxou Aeliana para seus braços. Os cabelos de Aeliana ainda traziam o frescor da umidade e o leve perfume do xampu, pairando na ponta do nariz dele.
Como um pequeno animal em busca de calor, Aeliana aninhou-se confortavelmente nos braços dele, tomando cuidado para evitar o braço ferido, e segurou levemente o tecido do pijama no peito dele.
— Esperando para dormir com você. Sem você, eu não consigo dormir. — A voz de Aeliana estava embolada, carregada de sono profundo e total dependência.
Na escuridão, com a visão privada, os outros sentidos tornaram-se extraordinariamente aguçados. Ele podia ouvir claramente a respiração dela, que não estava estável, e sentir a sutil rigidez em seu corpo, que ainda não havia relaxado completamente.

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