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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1413

Fabíola deu uma risada fria.

— O Sr. Ricardo não gosta de brincar? Não disse que eu trouxe gente para arruinar o seu esquema? Pois bem, agora eu vou usar o meu homem para jogar com você de forma justa e aberta!

— Que tal apostarmos em alto e baixo nos dados?

Vendo que Narciso ainda mantinha aquela expressão idiota e atônita, Fabíola gritou furiosa:

— Narciso, o que você está esperando? Vai lá!

Fabíola observou as costas dele enquanto ele recuava, encolhido. A raiva em seu peito não diminuiu nem um pouco; pelo contrário, a irritação só aumentou. “Seu inútil!”, pensou ela.

Ela xingou mentalmente, mas seu olhar continuou fixo na figura dele, recusando-se a desviar um milímetro sequer.

A essa altura, a única opção era continuar apostando. Apostar que aquele homem de aparência boba e covarde talvez... realmente pudesse lhe trazer uma pequena “surpresa”.

Os olhares de todos os presentes se concentraram em Jocelino.

O Sr. Soberano também ouviu a comoção e olhou para a direção deles, surpreso.

Jocelino começou a calcular rapidamente em sua mente.

O conflito entre Fabíola e esse Sr. Ricardo era a oportunidade perfeita para ser explorada.

Narciso cerrou os dentes, bateu o pé no chão com firmeza e exibiu uma expressão de sacrifício heroico.

Era tudo ou nada!

— Está bem! Sra. Saramago, eu... eu vou tentar! Mas não me culpe se eu perder!

Dizendo isso, ele caminhou em direção à mesa de dados como se estivesse marchando para a própria execução.

Ricardo observou a postura covarde de Jocelino, soltou um riso de desdém e disse com um tom sombrio:

— Bia, esse “ajudante” que você arrumou não vai acabar perdendo até as calças, sobrando para a Srta. Saramago ter que limpar a sujeira dele depois?

Fabíola nem se deu ao trabalho de olhar para ele, apenas espremeu uma palavra por entre os dentes:

— Suma.

O rosto de Ricardo escureceu. Sem dizer mais nada, ele caminhou até o crupiê e lhe lançou um olhar significativo. O crupiê assentiu de forma quase imperceptível.

A essa altura, o Sr. Soberano finalmente começou a entender o que estava acontecendo.

— Porra!

Quanto mais pensava naquilo, mais irritado o Sr. Soberano ficava. Seu rosto passou de vermelho para escuro, e de escuro para roxo. Ele deu um tapa forte na própria coxa e apontou diretamente para Ricardo.

— Ricardo! Você está querendo morrer, caralho?! Teve a audácia de me trapacear?!

Sua voz era estrondosa e seus movimentos bruscos, o que assustou os espectadores ao redor, fazendo com que todos se afastassem rapidamente.

Pelo canto do olho, Fabíola notou que o rosto do Sr. Soberano estava cada vez mais sombrio. Seu peito subia e descia como um fole, e os punhos estalavam de tão apertados. Estava prestes a explodir.

“Tsc!”

Fabíola praguejou em pensamento.

“Que brutamontes! Só sabe resolver as coisas na porrada!”

Ela conhecia muito bem as pessoas do tipo do Sr. Soberano: diretas, de pavio curto e fáceis de provocar. Geralmente, ele agia com arrogância porque tinha certa influência, mas no território da família Porto, se as coisas partissem para a violência, quem sairia perdendo seria ele mesmo.

Era exatamente isso que Ricardo queria. Ele se aproveitaria do tumulto para aumentar a confusão. No fim das contas, não importaria quem estava certo ou errado; brigar no cassino da família Porto deixaria o Sr. Soberano sem razão alguma, e ele ainda poderia ser responsabilizado pela própria família Porto.

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