Bruno pensou que, mesmo tendo engolido o sapo hoje, procuraria problemas com Décio na próxima vez que aquela mulher não estivesse por perto.
No entanto, um subordinado ao lado de Bruno parecia não aceitar a situação.
— Chefe, vamos deixar por isso mesmo?
Uma garotinha qualquer, desde quando o chefe deles era tão covarde?
O subordinado falava com facilidade, afinal, quem tinha sido picado pela agulha não fora ele.
Falar é fácil quando não se sente a dor, e ainda estava o menosprezando?
Bruno, furioso, desferiu uma bofetada no rosto dele.
— E o que você sugere?!
— Você não viu o quão sinistra aquela mulher é?!
— É fácil falar quando a agulhada não foi em você.
— Se você quer morrer, não me arraste junto!
Bruno instintivamente tocou a nuca, onde ainda restava uma dor aguda, como a picada de uma agulha.
Cerrando os dentes, Bruno pensou com raiva.
Hoje Décio teve sorte!
Quando aquela mulher fosse embora, ele acertaria as contas com ele!
De qualquer forma...
Ele nunca mais queria ver aquela mulher terrível que estava ao lado de Décio!
Na entrada da favela, ao entardecer.
As duas pessoas que acabaram de passar pela confusão caminhavam de volta com os remédios comprados, dobrando a esquina do beco.
Viram um homem de terno impecável parado na porta da casa alugada por Aeliana, segurando um envelope de papel pardo.
Ao ver Aeliana, o homem curvou-se levemente, com um tom respeitoso.
— Olá, você é a Srta. Oliveira?
Aeliana parou, com o olhar vigilante.
— Quem é você?
O homem sorriu levemente e entregou o envelope com as duas mãos.
— O Sr. Barreto me enviou para entregar isto à senhora.
Aeliana pegou o envelope e o abriu.
Dentro havia uma chave, um cartão de acesso e um cartão escrito à mão.
No cartão, a caligrafia forte e afiada de Jocelino:
[A chave e o cartão dão acesso à casa. Lembre-se de me enviar uma mensagem quando chegar.]


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