Levantando-se cambaleante, ele pressionou algumas notas de dinheiro sob a garrafa e saiu tropeçando do bar.
Quando o vento noturno soprou, a embriaguez aumentou e seu estômago revirou, mas a mente de Santiago estava estranhamente lúcida.
Ele encostou-se na parede e pegou o celular.
Desbloqueou a tela.
Santiago abriu a única foto que tinha de Aeliana após o reencontro. Era uma foto que Santiago havia tirado escondido quando estava no cemitério; Aeliana nem sabia da existência dela. Inesperadamente, era a última foto que restava.
A ponta de seu dedo acariciou levemente o sorriso na tela, e o toque frio fez seu coração contrair.
— Quando criança, eu me gabava dizendo que te protegeria para sempre...
Ele murmurou baixinho, a voz dispersa pelo vento da noite.
— E o resultado? Quando você precisa de mim, eu nem consigo sair do país... Aeliana, você não acha que eu sou um policial ridículo?
As lágrimas surgiram sem aviso. Santiago inclinou a cabeça para trás, cerrando os dentes com força.
Não havia estrelas no céu noturno, apenas o halo turvo das luzes de néon da cidade.
Santiago ficou ali, encostado na parede por um longo tempo, até que a tela do celular escureceu, refletindo seu rosto lamentável.
Então, ele se endireitou lentamente, limpou o rosto e caminhou na direção da Mansão dos Laginha.
A noite já ia alta. Santiago empurrou a porta de casa cambaleando, e o cheiro forte de álcool imediatamente impregnou o hall de entrada.
O sentimento de impotência dos últimos dias, a preocupação com o paradeiro de Aeliana e a frustração de ter o pedido de investigação transfronteiriça rejeitado pelos superiores fizeram com que ele, uma pessoa sempre calma e contida, se entorpecesse com álcool pela primeira vez.
Na sala de estar, Oriana Serpa estava assistindo televisão com uma máscara facial.
Ela estava originalmente de bom humor, pois o pai de Santiago havia suavizado visivelmente sua atitude em relação a Zenaldo recentemente, chegando a permitir que Zenaldo começasse a ter contato com os negócios da empresa.
Ao ver Santiago naquele estado de embriaguez e desolação, e sem o pai de Santiago por perto, Oriana não precisava fingir.
O olhar de Oriana para Santiago era de puro nojo. Ela tapou o nariz deliberadamente e abanou o ar com desdém.
Diante do sarcasmo de Oriana, Santiago nem levantou as pálpebras. Sua cabeça estava cheia de Aeliana e ele não tinha a mínima vontade de dar atenção à tagarelice daquela mulher. Apoiou-se na parede e continuou andando para dentro.
— Santiago, estou falando com você!
Vendo que ele ousava ignorá-la, a raiva de Oriana subiu num instante.
Ela odiava essa atitude de Santiago de nunca levá-la a sério.
Oriana arrancou a máscara do rosto e olhou friamente para Santiago:
— Santiago! Bebeu tanto que ficou surdo?
— Olha só o que você fez no chão! Acabei de mandar limpar! Se for vomitar, vá lá fora, não estrague a minha casa!
Oriana enfatizou "minha casa" para declarar soberania e também para testar e provocar Santiago.
Ela queria vê-lo perder a compostura.

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