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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 998

Eduardo não poupou a dignidade de Reinaldo.

O rosto de Reinaldo contorceu-se de forma medonha duas vezes. Ele não tinha a menor intenção de atender ao desejo de Eduardo e libertá-lo.

Ele recuou meio passo. A reverência em seu rosto desapareceu gradualmente, e sua voz tornou-se fria.

Reinaldo olhou fixamente para Eduardo e disse com um tom sombrio:

— Já que o senhor falou assim, pai, não vou mais fazer rodeios.

— O senhor pode sair, se quiser.

— Basta assinar este acordo de transferência de ações e escrever uma declaração me nomeando como herdeiro. Eu o levarei para fora com todo o respeito imediatamente.

Esse era o objetivo final da visita de Reinaldo a Eduardo hoje.

Ele tirou um documento do bolso interno do paletó e o estendeu diante de Eduardo.

Eduardo nem olhou. Com um tapa, derrubou o documento no chão.

— Continue sonhando! O herdeiro da família Barreto só pode ser o Jocelino! Enquanto eu tiver um sopro de vida, você não vai conseguir o que quer!

— Jocelino?

Reinaldo soltou uma risada de escárnio. Não esperava que Eduardo ainda estivesse pensando em Jocelino.

Sorte que Jocelino já era um homem morto, então Reinaldo não discutiu muito sobre isso.

Ele se abaixou e recolheu o documento vagarosamente.

— Pai, pare de se enganar. Já saiu no noticiário, Jocelino morreu na explosão na fronteira, não sobrou nem os ossos. O senhor ainda espera que ele volte?

Ele deu um passo à frente, com uma crueldade deliberada na voz.

— Falando nisso... o senhor também tem culpa no que aconteceu com Jocelino.

— Se o senhor tivesse me passado a herança mais cedo, Jocelino poderia ter sido um playboy rico e despreocupado. De onde ele tiraria a ambição de ir para aqueles lugares na fronteira?

Eduardo ofegava violentamente, apontando o dedo trêmulo para ele.

— Se eu fosse realmente parcial, já teria expulsado você, essa criatura de coração de lobo, da família Barreto há muito tempo!

— Deixei você entrar na empresa esperando que ajudasse o Jocelino, que os irmãos fossem unidos! Mas você... você teve a coragem de atentar contra a vida do seu próprio sobrinho!

Reinaldo não apenas não se zangou, como soltou uma risada fria.

— Me expulsar da família Barreto? Que pena, pai, agora é tarde demais.

Ele pegou o acordo e o balançou na frente de Eduardo.

— Das empresas do Grupo Barreto que ainda funcionam, a maioria esmagadora já está do meu lado. Rodrigo morreu, Jocelino se foi. O senhor ainda acha que é o patriarca a quem todos atendem ao primeiro chamado?

O peito de Eduardo subia e descia violentamente, mas seu olhar permanecia afiado.

— Enquanto eu não morrer, não será você quem manda na família Barreto! Os mais velhos da família, e também a família Martins e a família Porto, eles vão ficar assistindo você usurpar o poder?

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