Luana, que já estava abrindo a porta para sair do carro, parou ao ouvir isso.
Bruna também estacou. Ela olhou primeiro para Luana antes de perguntar: — Irmão... falar o quê? Eu não posso ouvir?
Ulisses apenas lançou um olhar gélido a ela.
Bruna encolheu os ombros na mesma hora: — Tá, tá, falem, falem!
Ela desceu do carro meio estabanada e se agarrou à janela da porta de trás.
Luana apressou-se em abrir a janela.
— Luana, eu te espero no saguão, tá? Não tenha medo — disse Bruna.
Em seguida, ela saiu correndo.
Ulisses massageou o espaço entre as sobrancelhas, um tanto sem palavras.
Medo.
Medo de quê?
Medo dele?
Como ele não disse nada, Luana tomou a iniciativa: — Sr. Serpa, aconteceu alguma coisa?
Ulisses a observou pelo retrovisor.
Os olhares se cruzaram e, num reflexo quase automático, Luana baixou os olhos.
Ulisses precisou virar o corpo para trás e perguntar: — E então? Você está bem?
Não sabia o motivo, mas, ao ouvi-lo perguntar, as emoções que já estavam sob controle pareciam desmoronar.
De repente, só havia um sentimento de injustiça.
Seus olhos ficaram vermelhos, e o nariz ardeu em instantes.
— Está tudo bem agora.
Ao falar, percebeu que sua voz estava embargada, soando anasalada, evidenciando que ia chorar.
Ela fungou depressa, mas não conseguiu se conter, e as lágrimas começaram a cair, pingando sobre as costas das próprias mãos.
— Não chore, limpe o rosto.
De repente, um lenço apareceu à sua frente.
A voz de Ulisses soava profunda e suave, como nunca antes.
Luana sentiu como se, em algum lugar no fundo de seu coração, ondulações tivessem surgido, espalhando-se por todo o seu corpo em camadas.
O que a deixou extremamente constrangida.
Os anos de exercício contínuo garantiam a ele uma aptidão física muito acima da média.
Às vezes, via Luana durante o dia e à noite acabava tendo sonhos um tanto atrevidos com ela.
Não era algo que pudesse controlar.
Nos sonhos, Luana era como uma fada sedutora, enrolando as longas pernas na cintura dele, pedindo que fosse mais rápido...
Naqueles momentos, o olhar dela era uma mistura de timidez e desejo, úmido e brilhante, parecido com o olhar que tinha agora.
Ulisses soltou um xingamento baixo, virou-se para a frente e afrouxou a gravata.
Como ele podia ser tão canalha de pensar naquilo num momento daqueles?
Luana não entendeu o que se passava com ele; pareceu apenas que sua expressão mudou num instante. Ele se ajeitou no banco, endireitou a postura e mirou o para-brisa, exalando uma aura fria e orgulhosa.
Aquele Ulisses passava a sensação de manter todos a quilômetros de distância.
Luana apertou o lenço nas mãos, nervosa e um tanto impotente.
Ulisses ficou um bom tempo sem dizer nada.
Relembrando a pergunta de pouco antes, Luana precisou insistir: — Como o Sr. Serpa quer que eu agradeça? A roupa da outra vez eu ainda nem fiz...
Ulisses tentava com muito esforço suprimir os desejos de seu corpo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...