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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 154

Ele nunca fora um homem tão impulsivo, mas quando via Luana, perdia o controle.

No espaço um pouco apertado do carro, estavam apenas os dois.

Os grandes olhos úmidos de Luana e a leve fragrância que ela exalava eram suficientes para despertar os impulsos biológicos mais primitivos em Ulisses.

Ulisses se sentia um inútil.

Ela não precisava fazer nada para que ele se rendesse completamente e abandonasse qualquer defesa.

— Não precisa fazer nada.

A voz dele saiu ainda mais baixa, com um quê de rouquidão.

Como se tentasse suportar alguma coisa.

Luana não conteve a curiosidade e inclinou a cabeça para olhar.

Ulisses olhou bem naquela hora.

Olhares cruzados. Um no banco da frente e o outro no de trás. Apesar da distância clara entre eles, Luana teve a súbita sensação de ser queimada.

O olhar de Ulisses parecia carregar o magma escaldante de uma erupção vulcânica.

Luana não compreendia por que estava sentindo aquilo.

Naquele momento, ela ainda não entendia.

Só quando ficassem juntos é que ela finalmente entenderia o significado daquele olhar.

Mas agora, só se sentia um pouco inquieta, como um pequeno animal percebendo os perigos de seu entorno.

Entretanto, as palavras de Ulisses traziam um conforto inexplicável.

— Enfim, obrigada a você — ela soltou de imediato, corrigindo-se logo em seguida. — Muito obrigada.

Ulisses colocou a mão no volante, e as veias saltadas nas costas da mão traziam uma sensação de tensão e sensualidade.

— Volte, descanse bem — disse ele.

Luana não via a hora de abrir a porta; embora não soubesse o motivo, sentia que o ambiente no carro estava impregnado de uma tensão que lhe acelerava o coração e aquecia o rosto.

Ao levantar a mão, notou o lenço na palma.

— Este lenço...

Ela ia dizer que o lavaria e devolveria a Ulisses.

— Ah... — Luana se sentiu embaraçada sem motivo. — É do seu irmão... eu não consegui segurar o choro agora há pouco e ele me emprestou.

O foco de Bruna se desviou: — O que ele falou para te fazer chorar de raiva? Como ele ousa fazer isso com você!

— Não, não é isso — explicou Luana depressa. — Eu só lembrei das coisas de hoje à noite, não consegui me segurar e chorei.

— Que susto, achei que o meu irmão tinha feito alguma coisa...

— Claro que não.

— Ainda bem. — Bruna segurou no braço dela, indo em direção ao elevador. — Vá tomar um banho e descansar, durma bem. Amanhã é outro dia.

— Obrigada. — Luana encostou-se no ombro dela. — Bruna, muito obrigada mesmo.

— Mas do que você está falando! — retrucou Bruna. — Somos do tipo de amigas que vão envelhecer juntas, para que tanta formalidade?

Luana sorriu.

Seu celular tocou, e ao olhar, avisou: — É a Clarice.

O elevador abriu naquele instante, e Luana atendeu: — Clarice, estou entrando no elevador agora, o sinal pode ficar ruim.

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