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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 20

Ulisses caminhava de longe, o celular colado ao ouvido, falando enquanto andava, e não pareceu notá-la.

O canto onde Luana se encontrava era isolado e tranquilo, um pequeno refúgio sem interrupções.

Ela não esperava que Ulisses viesse até ali.

Ulisses também não imaginava que houvesse alguém ali. Ao erguer os olhos e avistar a figura vívida vestida de azul, seus passos estancaram.

O instinto de Luana foi se encolher para se esconder.

Mas aquele espaço era totalmente exposto, sem um único lugar para se abrigar.

Como já estavam frente a frente, não teve escolha senão acenar levemente com a cabeça em cumprimento:

— Sr. Serpa...

Ao pensar um pouco, concluiu que chamá-lo de "Sr. Serpa" seria o mais prudente.

Ulisses abaixou o celular e fixou os olhos profundos nela:

— Tem a memória tão ruim assim?

Luana piscou, confusa:

— Como?

Ela não entendera o que Ulisses quis dizer com aquilo.

Ulisses aproximou-se do corrimão, mantendo uma distância de mais de dois metros dela.

O dia, por milagre, estava ensolarado, sem uma nuvem no céu, o mar e o firmamento fundindo-se na mesma cor.

Sem sequer olhar para ela, ele perguntou:

— Está se divertindo?

A verdade era que não estava.

Mas não querendo ser indelicada com o anfitrião, mentiu polidamente:

— Sim.

— Gosta do mar?

Dessa vez, Luana acenou com a cabeça com firmeza:

— Gosto.

Ulisses virou o corpo levemente para encará-la:

— Que bom. Aproveite bem. Se algo na recepção não estiver do seu agrado, tenha um pouco de paciência e sinta-se em casa.

Ao terminar a frase, virou-se para ir embora.

Luana acompanhou a sua figura de costas.

O homem era alto e robusto, com ombros largos e cintura estreita; até seu modo de caminhar era firme e vigoroso, evidenciando a força do abdômen e da lombar.

Aquele papo de "andar requebrando" que via nos vídeos antes, de repente, não parecia ter nem um décimo da presença masculina que ele exalava em poucos passos.

— Não vou beber. — Luana recusou, sem pegar a taça. — Não tenho resistência para bebida. Já tomei quase meia taça antes e, se beber mais, vou ficar bêbada.

— Que mal tem ficar bêbada? Eu estou aqui.

Luana o encarou de frente e perguntou:

— Por que você me deixou sozinha ao lado daquele Kléber? Sabe o que ele queria?

Luciano sentiu a consciência pesar e desviou os olhos, incapaz de encará-la.

Forçou um sorriso:

— O Sr. Kléber é do tipo que adora fazer brincadeiras, é só não levar a sério. No meio de tanta gente, o que ele poderia fazer com você?

Luana continuava olhando para ele, ainda cética:

— Verdade?

— Verdade. — Luciano finalmente fixou o olhar nela e empurrou a taça para sua mão. — A Adriana se preocupa tanto com você, se acontecesse alguma coisa, como eu iria me explicar para ela?

Ao ouvir aquilo, Luana acreditou.

Fosse o que fosse, desde que envolvesse Adriana, Luciano certamente levaria o assunto a sério.

Luana indagou:

— Então quando poderemos ir embora?

— O iate acabou de zarpar para alto-mar, a hora de voltar não depende de nós. — Luciano tocou a taça dela com a dele. — Tome um pouco comigo. Como eu estou aqui, não há problema se você ficar bêbada. Tem uma sala de descanso no iate.

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