Luana não bebeu de imediato. Segurando a taça de vinho e de frente para a imensidão do mar, ela se virou para ele e perguntou:
— Luciano, você pode me dar uma resposta definitiva?
Luciano parou ao lado dela, os dois olhando para o horizonte:
— O quê?
— Quando eu falei em divórcio, não estava brincando.
Luciano franziu a testa, o tom carregado de impaciência e aversão:
— Você de novo com isso. Justo num lugar como este, você insiste em estragar o clima com esse assunto deprimente! Já avisei que não adianta tentar chamar minha atenção com esse tipo de joguinho. Não funciona!
— Eu não estou tentando chamar sua atenção... — Luana suspirou, tomada por uma profunda exaustão mental. — O que eu preciso fazer para você acreditar nas minhas palavras?
Luciano olhou para o relógio em seu pulso e depois voltou os olhos frios para ela.
— Dizem que as pessoas só dizem a verdade quando estão bêbadas. Beba esse vinho. Se você ficar embriagada e ainda assim pedir o divórcio, eu acredito em você.
Luana olhou para a taça. Aquela meia dose de vinho tinto já ultrapassava, e muito, o seu limite para o álcool.
Ela ergueu o olhar para Luciano, com um resquício de expectativa nos olhos:
— É sério?
Ao se deparar com o olhar límpido e escuro da esposa, Luciano sentiu um lampejo de hesitação passar por sua mente, mas rapidamente endureceu a expressão. A mulher que ele amava era Adriana. Para ele, Luana não passava de uma peça no tabuleiro.
Eles estavam casados há três anos e ele nunca havia tocado nela. Deixá-la ser tocada por outro homem agora, em termos práticos, não fazia a menor diferença. Ela apenas deixaria de ser virgem. Isso, claro, se é que ela ainda era.
Se ela realmente fosse intocada, Kléber certamente ficaria ainda mais satisfeito. Ao lembrar dos benefícios e do poder que a família Pires poderia lhe proporcionar, qualquer traço de culpa desapareceu do rosto de Luciano.
— É sério! — ele declarou, implacável. — Beba, e eu acredito em você!
Os dedos de Luana apertaram a haste da taça. Ela cerrou os dentes e, inclinando a cabeça para trás, virou o vinho de uma só vez. Ela odiava o gosto do álcool; mesmo sendo vinho tinto, seu paladar não tolerava a queimação.
Satisfeito ao vê-la engolir tudo, Luciano pegou a taça vazia das mãos dela.
— Não fique parada aqui tomando vento. Vou levar você para descansar um pouco.
Os dois saíram do quarto e foram para a antessala antes que Luciano falasse:
— Sr. Kléber, há algo que preciso ser muito honesto com o senhor.
Kléber já ardia de impaciência. Seu olhar continuava fixo na porta do quarto, a mente claramente distante da conversa:
— Fale logo, o que é?!
— Embora Luana seja minha esposa no papel, meu coração pertence a outra mulher. Por isso, nestes três anos de casamento, eu nunca encostei um dedo nela...
Kléber virou o rosto bruscamente, os olhos arregalados:
— O que você disse?
Luciano não teve escolha a não ser revelar a verdade. Se Luana fosse realmente virgem e ele não explicasse a situação de antemão, o crédito por aquele "presente" nunca seria dado a ele.
Homens, especialmente os poderosos e possessivos, tinham uma fixação por exclusividade. Se ele entregasse aquilo de bandeja, Kléber não apenas ficaria em dívida, mas o recompensaria de forma grandiosa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...