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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 30

Ulisses entrou na sala.

Ele vestia apenas calça social e uma camisa perfeitamente alinhada. O simples fato de caminhar e parar no centro do cômodo já exalava uma aura de autoridade inquestionável e rigorosa.

— Como ela está? — Lindomar levantou-se imediatamente para perguntar.

Ulisses lançou-lhe um olhar frio e cortante, sem dizer uma palavra.

Certo, entendi. Não posso nem perguntar.

O nível de proteção era absoluto.

Lindomar, lendo a atmosfera, rapidamente mudou de assunto, apontando para Kléber:

— Ele acabou de me confessar que Luciano não encosta em Luana há três anos de casamento. Você sabia disso?

Ulisses virou-se bruscamente para olhar Lindomar.

Lindomar sentiu que o dia de hoje já havia valido a pena.

Ele viu, uma após a outra, expressões no rosto de Ulisses que jamais imaginou presenciar em toda a sua vida.

Ficava claro que o magnata também não fazia a menor ideia daquele detalhe.

No entanto, Ulisses rapidamente escondeu seu choque e surpresa, fixando seus olhos frios em Kléber.

— A família Pires tem um novo projeto. Você será o responsável por coordená-lo.

Kléber quase caiu para trás. Ele não esperava que a primeira coisa que Ulisses diria a ele fosse uma oferta de trabalho!

Ele sempre fora considerado um inútil pela própria família, que não confiava nele para nada e ainda temia que fosse constantemente enganado.

Agora, o intocável Ulisses estava encarregando-o de um projeto inteiro. A ilusão tomou conta de Kléber na mesma hora:

— Sério? Maravilha!

Lindomar o observava com um misto de pena e absoluta incredulidade.

O idiota nem parou para pensar. Depois de ofender Ulisses a ponto de quase ser morto, que tipo de 'projeto' maravilhoso seria esse?

— Já que você não tem objeções... — Ulisses virou-se para Lindomar. — Coloque-o no primeiro avião para fora do país imediatamente.

Lindomar assentiu na hora: — Entendido.

Kléber congelou, o sorriso morrendo no rosto:

— Fora do país? Por que eu tenho que sair do país?

Ulisses não queria gastar mais nem meia sílaba com ele. No caminho para aquela sala, já havia ligado para o velho Sr. Pires.

O tal projeto ficava localizado em um deserto inóspito no meio do nada. Embora o velho não quisesse abrir mão do neto para um lugar tão miserável, o pedido viera diretamente de Ulisses. Era impossível recusar.

Ulisses deu as costas e saiu andando.

Lindomar olhou para Kléber com a expressão de quem observa uma criança com deficiência cognitiva severa:

— Que tal você ligar para o seu avô e confirmar os detalhes?

Ulisses abriu a porta do quarto com o máximo de silêncio e caminhou até a beira da cama.

Luana parecia estar presa em um pesadelo. Suas sobrancelhas estavam franzidas e sua cabeça balançava de um lado para o outro no travesseiro com agonia.

— Não! — ela gritou, a voz carregada de pânico.

Ulisses aproximou-se rapidamente da cama.

Luana arfou e sentou-se de uma vez, os olhos arregalados.

O cobertor fino escorregou pelos ombros dela, revelando a pele desnuda e imaculada.

Ao sentir o ar frio tocar seu peito, Luana abaixou a cabeça instintivamente.

— Ah!

Ela soltou um grito desesperado e tentou puxar o cobertor de volta em um movimento caótico e amedrontado.

— Cuidado com a sua mão.

Ulisses, preocupado com o acesso intravenoso dela, instintivamente estendeu o braço para ajudar.

Plaft.

O som do impacto foi alto e seco.

Um tapa firme e sonoro atingiu o rosto de Ulisses.

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