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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 42

— Dez dias — ela declarou com firmeza. — Eu te dou dez dias. Caso contrário, eu não tenho medo de passar vergonha. Sou a vítima dessa história. Quem deve sentir vergonha são as pessoas imundas que fizeram isso comigo! Se você não concordar com o divórcio, eu vou a público e exponho tudo!

— O que você ganha com isso?! — Luciano exaltou-se. — Eu já disse que vou assinar o divórcio! A empresa não pode sofrer um baque agora, preciso de tempo para lidar com a transição. Você não pode simplesmente esperar?

Luana não queria gastar mais nenhuma sílaba com ele. Virou as costas e caminhou em direção à porta.

Luciano avançou rapidamente, bloqueando seu caminho, e estendeu a mão para segurar o braço dela.

Luana chegou ao seu limite absoluto. Uma onda violenta de náusea subiu pela sua garganta. Ela cobriu a boca com as mãos e correu para o banheiro da sala.

Luciano ficou paralisado.

Ela... ela estava vomitando por causa dele?

Luana realmente vomitou.

Só a proximidade de Luciano já era o suficiente para engatilhar uma aversão física incontrolável.

— Luana? Você está bem? — Luciano perguntou do lado de fora da porta.

Luana ergueu-se, o rosto pálido e coberto de suor frio.

Naquele instante, a realidade bateu com força.

Provavelmente, de agora em diante, ela teria repulsa a qualquer aproximação masculina.

O evento da noite anterior não havia deixado apenas marcas invisíveis; o trauma psicológico profundo havia se manifestado de forma fisiológica. O toque de um homem a fazia sentir um nojo insuportável.

Ela lavou o rosto, enxaguou a boca e abriu a porta, ainda pálida como papel.

— Tudo bem? — Luciano a avaliou, incapaz de esconder um traço de preocupação superficial. — Você está com uma cara péssima. Quer que eu te leve ao hospital?

Luana desviou do corpo dele, recusando-se até mesmo a olhá-lo nos olhos: — Fique longe de mim, ou eu vou vomitar de novo.

— Luana, não faça isso. — Luciano suspirou, fingindo exaustão. — Diga o que eu preciso fazer para você me perdoar.

— O divórcio. — Luana pegou a própria bolsa, a voz gélida. — Luciano, vamos acabar com isso logo. Se formos para a guerra, todo mundo vai sair perdendo.

— Você... — Luciano ainda tentou argumentar, mas Luana já estava cruzando a porta.

Ele a seguiu pelo corredor, mas ela o ignorou completamente.

Luana balançou a cabeça: — Não é para o divórcio. Eu preciso de uma consultoria. Quero saber se, no meu caso, ao registrar um boletim de ocorrência ou abrir um processo criminal, há chances reais de o agressor ser condenado à prisão.

A expressão de Clarice tornou-se afiada em um instante: — O que aconteceu?

Luana hesitou por um segundo: — Você pode me garantir sigilo absoluto?

— Você tem a minha palavra e o respaldo da minha ética profissional.

Luana relatou os fatos de forma contida e direta.

Clarice atuava na advocacia há quase oito anos e já havia visto os piores lados da natureza humana.

Mas, ao ouvir o relato de Luana, até mesmo ela sentiu um choque profundo.

Ser entregue pelo próprio marido à cama de outro homem era uma barbárie grotesca.

Ela questionou, mantendo a racionalidade: — Você mencionou que esse homem tem muito dinheiro e poder. Quem é ele? Preciso saber para avaliar o terreno onde estamos pisando.

Luana apertou as próprias mãos no colo com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos: — O nome dele é... Ulisses.

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