— Dez dias — ela declarou com firmeza. — Eu te dou dez dias. Caso contrário, eu não tenho medo de passar vergonha. Sou a vítima dessa história. Quem deve sentir vergonha são as pessoas imundas que fizeram isso comigo! Se você não concordar com o divórcio, eu vou a público e exponho tudo!
— O que você ganha com isso?! — Luciano exaltou-se. — Eu já disse que vou assinar o divórcio! A empresa não pode sofrer um baque agora, preciso de tempo para lidar com a transição. Você não pode simplesmente esperar?
Luana não queria gastar mais nenhuma sílaba com ele. Virou as costas e caminhou em direção à porta.
Luciano avançou rapidamente, bloqueando seu caminho, e estendeu a mão para segurar o braço dela.
Luana chegou ao seu limite absoluto. Uma onda violenta de náusea subiu pela sua garganta. Ela cobriu a boca com as mãos e correu para o banheiro da sala.
Luciano ficou paralisado.
Ela... ela estava vomitando por causa dele?
Luana realmente vomitou.
Só a proximidade de Luciano já era o suficiente para engatilhar uma aversão física incontrolável.
— Luana? Você está bem? — Luciano perguntou do lado de fora da porta.
Luana ergueu-se, o rosto pálido e coberto de suor frio.
Naquele instante, a realidade bateu com força.
Provavelmente, de agora em diante, ela teria repulsa a qualquer aproximação masculina.
O evento da noite anterior não havia deixado apenas marcas invisíveis; o trauma psicológico profundo havia se manifestado de forma fisiológica. O toque de um homem a fazia sentir um nojo insuportável.
Ela lavou o rosto, enxaguou a boca e abriu a porta, ainda pálida como papel.
— Tudo bem? — Luciano a avaliou, incapaz de esconder um traço de preocupação superficial. — Você está com uma cara péssima. Quer que eu te leve ao hospital?
Luana desviou do corpo dele, recusando-se até mesmo a olhá-lo nos olhos: — Fique longe de mim, ou eu vou vomitar de novo.
— Luana, não faça isso. — Luciano suspirou, fingindo exaustão. — Diga o que eu preciso fazer para você me perdoar.
— O divórcio. — Luana pegou a própria bolsa, a voz gélida. — Luciano, vamos acabar com isso logo. Se formos para a guerra, todo mundo vai sair perdendo.
— Você... — Luciano ainda tentou argumentar, mas Luana já estava cruzando a porta.
Ele a seguiu pelo corredor, mas ela o ignorou completamente.
Luana balançou a cabeça: — Não é para o divórcio. Eu preciso de uma consultoria. Quero saber se, no meu caso, ao registrar um boletim de ocorrência ou abrir um processo criminal, há chances reais de o agressor ser condenado à prisão.
A expressão de Clarice tornou-se afiada em um instante: — O que aconteceu?
Luana hesitou por um segundo: — Você pode me garantir sigilo absoluto?
— Você tem a minha palavra e o respaldo da minha ética profissional.
Luana relatou os fatos de forma contida e direta.
Clarice atuava na advocacia há quase oito anos e já havia visto os piores lados da natureza humana.
Mas, ao ouvir o relato de Luana, até mesmo ela sentiu um choque profundo.
Ser entregue pelo próprio marido à cama de outro homem era uma barbárie grotesca.
Ela questionou, mantendo a racionalidade: — Você mencionou que esse homem tem muito dinheiro e poder. Quem é ele? Preciso saber para avaliar o terreno onde estamos pisando.
Luana apertou as próprias mãos no colo com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos: — O nome dele é... Ulisses.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...