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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 507

Diante dessa questão, Luana se viu imersa em conflitos e dúvidas outra vez.

Ela sabia que tinha esse problema de, às vezes, pensar demais.

O ambiente em que cresceu determinou a sua personalidade.

Criada por pais que não eram de sangue, ao lado de uma irmã que a manipulava em segredo e sem ter nenhum amigo.

Aquele passado não era algo que Luana gostasse de recordar.

Ela já havia lutado muito para viver uma vida iluminada e positiva.

Sem deixar que as sombras do complexo de inferioridade ou a covardia tomassem conta da sua vida.

Mas ainda restavam vestígios daquilo tudo nela.

Eles emergiam de tempos em tempos do fundo de sua alma, perturbando seu estado emocional.

Como naquele momento.

Ela não queria ter mais nenhum tipo de relação com Célia e a família.

Mas, afinal de contas, foram eles que a criaram.

Era como se lhe tivessem dado uma segunda vida.

Ulisses entendia os receios dela.

Ele ponderou:

— Naquela época, se eles não tivessem te adotado, você também cresceria bem no orfanato. As políticas do governo são boas hoje em dia; garantiriam seus estudos. E com notas tão boas quanto as suas, você com certeza não teria problemas.

Luana balançou a cabeça.

Ulisses prosseguiu:

— Como eu disse, se você quiser convidá-los, não será um problema. Comigo ali, eles não conseguirão causar nenhuma confusão.

Luana se explicou:

— Não é isso que eu quis dizer... A verdade é que, antes, mesmo que não me tratassem bem, eu ainda os considerava como família. Mas eles...

Os três da família de Célia de fato não viam Luana como parte da família.

Especialmente Adriana, que sempre tratou Luana como um espinho em seu lado; até no exterior, ela tentava controlar a vida de Luana.

Luana não desejava ter mais nenhuma conexão com pessoas como aquelas.

Se ela realmente se casasse com Ulisses, em um dia tão lindo como o casamento, ela não queria ter de vê-los.

Mas, naquele dia, num casamento sem nenhum parente do seu lado da família, isso pegaria mal para a família Serpa.

— Eu não quero vê-los, mas a minha família... são só eles...

Mesmo que ela se recusasse a aceitá-los como família.

Mas eles eram.

O seu sobrenome também era o da família Lima.

Ulisses comentou:

— Agora sim. Fica ainda mais linda quando sorri.

Luana segurou os dedos dele com firmeza:

— Não me deixe sozinha depois que chegarmos.

— Eu não vou.

A mansão da família Serpa estava localizada em uma área de altíssimo valor imobiliário. Luana imaginou que seria muito barulhento, mas o carro prosseguiu e entrou em um local calmo.

Era um refúgio tranquilo em meio à cidade movimentada, com amplas extensões de áreas verdes que evocavam uma paz serena, semelhante a uma paisagem campestre.

A mansão da família Serpa era imponente e colossal.

Após entrar pelos portões, o carro percorreu o trajeto por dois minutos antes de alcançar a fachada principal.

— Meus pais já estão nos esperando.

Através da janela do carro, Luana pôde ver cerca de seis ou sete pessoas.

— Por... Por que tem tantas pessoas?

— Não tenha medo — Ulisses disse. — São os funcionários.

Luana puxou o ar profundamente. O guarda-costas abriu a porta do carro e ela desceu.

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