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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 510

Depois que o carro andou uns dez metros, Luana olhou para trás e os viu ainda parados lá.

Ulisses era filho único e, após se mudar, só restava o casal na mansão.

Luana se viu impelida a comentar:

— Você deveria tentar encontrar algum tempo para visitar os seus pais.

— Não. — retrucou Ulisses. — Já engoli demonstrações públicas de amor demais. Eles se adoram, mas frequentemente se esquecem de que têm um filho solteiro. Eu não sou mais solteiro agora, é claro, mas eles se dão bem melhor sozinhos.

— Mesmo?

O fato de o casal partilhar um elo sólido era algo do qual Luana também estava ciente.

Em lares milionários, coisas assim eram, com certeza, um fenômeno singular.

Ela ouvira Bruna dizer antes que muitos casais possuíam apenas uma aliança formal, dividindo a mesma cama, mas abrigando aspirações conflitantes.

Uma afeição como a dos pais de Ulisses era um verdadeiro tesouro.

— Ah, isso mesmo, os presentes que os seus pais me deram são imensamente valiosos. — Luana desabotoou o bracelete que usava. — Guarde-o por mim.

— É para você. — Ulisses ajudou a prendê-lo de novo nela. — Cabia direitinho na minha mãe, é um pouco largo para você. Contudo, te deixa maravilhosa usando esse bracelete de jade; na próxima vez comprarei um do seu tamanho.

— Não precisa. — disse Luana. — Eu desenho e faço roupas com muita frequência, o que torna usar isso um empecilho, e se algo assim se esbarrasse, seria uma verdadeira tragédia.

— Mesmo que não use, você deve manter, assim poderá exibir sempre que desejar. — Ulisses segurou a mão dela e não queria soltar. — As mãos da minha esposa são lindas e devem estar enfeitadas, seria um crime não usar.

Luana deitou a cabeça sobre ele e disse:

— Carregar presentes tão valiosos assim é um fardo para mim.

— Eles foram dados para a nora, então por que você se sentiria sobrecarregada? — Ulisses segurou-a em seu colo. — Ou será que você não quer ser a minha esposa?

As partes de trás eram separadas, contudo, mesmo ali, o desconforto de Luana continuava.

Ela deu-lhe um empurrão:

— Deixe-me descer, não brinque.

Ulisses replicou:

— Do que você tem vergonha, não há quem possa ver.

Luana só conseguiu enterrar o rosto no ombro dele:

— Ulisses, sinto-me como se estivesse em um sonho.

Ulisses acariciou as suas costas para consolá-la como se faz com uma criança:

— Se for assim, eu juro a você, esse sonho será eterno.

Luana abriu um sorriso.

— Quando eu quis saber do que você gostava, você não me falou nada. — disse Luana.

— Você devia raciocinar com mais afinco. — provocou Ulisses. — Eu peço inúmeras coisas, será que é viável atender a todos os meus desejos?

— Que desejos?

— Casar-se comigo, como exemplo.

O silêncio reinou enquanto Luana parava de retrucar.

Ulisses, entretanto, escondeu um sorriso ao acrescentar:

— Desse modo, quebre a cabeça a fim de me conceder o melhor dos presentes.

Na verdade, a decisão acerca do presente de Ulisses já fora resolvida por Luana no seu íntimo.

No entanto, ela não estava segura se Ulisses ficaria satisfeito.

De qualquer forma, tal presente é... demasiado elementar.

Dizer que era simples não seria adequado, era tão sutil que nem ela compreendia plenamente como exprimir de maneira coesa.

Ela, ao invés de estender aquele raciocínio longo, deixou-o para lá.

Ela iria descobrir quando aquele dia chegasse.

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