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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 509

Ulisses suspirou resignado e confessou:

— Estão com a minha mãe.

— Ah — Luana não conseguiu esconder a frustração. — Então... você pode ir pegar?

— Terei uma chance de te mostrar mais tarde. — Ulisses tocou-lhe o ombro com gentileza. — Vamos dar uma olhada em outras coisas por agora.

Sem fotos para ver, ainda havia muitas coisas a serem apreciadas.

Aquela tinha sido a moradia de Ulisses desde antes da universidade, e também era para onde ele voltava depois que começou a faculdade.

Foi só ao assumir a empresa que ele decidiu se mudar.

A primeira razão era a demanda intensa do trabalho, e a segunda era que ele não queria passar os dias presenciando o romance de seus pais, tendo de ser expectador enquanto eles destilavam afeto para todo lado.

Sem contar a incessante pressão de seus pais para se casar enquanto morava ali.

No início, planejavam apresentar a ele mulheres de linhagem compatível.

E ao final, percebendo que não havia o mínimo vestígio feminino na vida dele, começaram a se perguntar se ele não estaria interessado em homens.

Isadora chegou a declarar que se ele trouxesse um homem para casa, ela e o pai aceitariam.

Até o momento em que descobriram que Ulisses estava com Luana.

Aquela fora, sem dúvida, a notícia mais grandiosa do universo para eles.

O status e a posição de Luana pouco importavam agora; apenas por ser uma mulher, eles já deviam gratidão aos céus.

Além disso, eles não eram do tipo que ligava para classe social e histórico familiar.

O império da família Serpa já havia chegado tão longe que dispensava casamentos arranjados em troca de benefícios.

A cada detalhe que via, Luana indagava; ela almejava conhecer cada parte do passado de Ulisses, questionando-o sobre o que havia vivido.

Ele compartilhou inúmeras histórias com ela.

Antes que se dessem conta, a noite já ia avançada.

Luana deu um gritinho de espanto:

— Já é tão tarde? A que horas os seus pais dormem? Nós precisamos ir embora.

— Por que não dormimos aqui hoje?

— Nem pensar! — A vermelhidão tingiu o rosto de Luana. — Vamos sair logo!

— Tudo bem. — Luana afirmou. — Contanto que a senhora não se canse de mim.

— Jamais. — Isadora se aproximou, finalmente encorajando-se a tocar nas mãos dela, e tirou o próprio bracelete: — Luana...

— Senhora... — Luana fez o gesto de empurrá-la de forma gentil, mas considerou rude; o momento a deixou tomada pela hesitação.

A pulseira de Isadora parecia incrivelmente cara.

— Por favor, não me rejeite. — Isadora envolveu a pulseira no pulso de Luana. — É apenas uma pequena prova da minha apreciação.

Ulisses manifestou-se:

— Aceite. A minha mãe sempre teve ciúmes das amigas, e agora ela tem a chance de ver a nora e de oferecer um presente de sogra. Hoje ela enfim cumpriu esse desejo.

— Há o meu também — informou Matias. — O bracelete foi algo não planejado. Estes aqui, no entanto, são os presentes que eu e a sua sogra arranjamos especialmente para você.

Observando a mesa forrada de coisas, Luana ficou ainda mais sobressaltada.

— Tudo bem, obrigado, pai e mãe. — Ulisses disse com um sorriso. — Nós já vamos indo.

Luana tencionava falar, mas Ulisses segurou a sua mão e a conduziu dali.

Na porta da residência, Matias e sua esposa assistiam enquanto os dois entravam no carro.

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