Ulisses suspirou resignado e confessou:
— Estão com a minha mãe.
— Ah — Luana não conseguiu esconder a frustração. — Então... você pode ir pegar?
— Terei uma chance de te mostrar mais tarde. — Ulisses tocou-lhe o ombro com gentileza. — Vamos dar uma olhada em outras coisas por agora.
Sem fotos para ver, ainda havia muitas coisas a serem apreciadas.
Aquela tinha sido a moradia de Ulisses desde antes da universidade, e também era para onde ele voltava depois que começou a faculdade.
Foi só ao assumir a empresa que ele decidiu se mudar.
A primeira razão era a demanda intensa do trabalho, e a segunda era que ele não queria passar os dias presenciando o romance de seus pais, tendo de ser expectador enquanto eles destilavam afeto para todo lado.
Sem contar a incessante pressão de seus pais para se casar enquanto morava ali.
No início, planejavam apresentar a ele mulheres de linhagem compatível.
E ao final, percebendo que não havia o mínimo vestígio feminino na vida dele, começaram a se perguntar se ele não estaria interessado em homens.
Isadora chegou a declarar que se ele trouxesse um homem para casa, ela e o pai aceitariam.
Até o momento em que descobriram que Ulisses estava com Luana.
Aquela fora, sem dúvida, a notícia mais grandiosa do universo para eles.
O status e a posição de Luana pouco importavam agora; apenas por ser uma mulher, eles já deviam gratidão aos céus.
Além disso, eles não eram do tipo que ligava para classe social e histórico familiar.
O império da família Serpa já havia chegado tão longe que dispensava casamentos arranjados em troca de benefícios.
A cada detalhe que via, Luana indagava; ela almejava conhecer cada parte do passado de Ulisses, questionando-o sobre o que havia vivido.
Ele compartilhou inúmeras histórias com ela.
Antes que se dessem conta, a noite já ia avançada.
Luana deu um gritinho de espanto:
— Já é tão tarde? A que horas os seus pais dormem? Nós precisamos ir embora.
— Por que não dormimos aqui hoje?
— Nem pensar! — A vermelhidão tingiu o rosto de Luana. — Vamos sair logo!
— Tudo bem. — Luana afirmou. — Contanto que a senhora não se canse de mim.
— Jamais. — Isadora se aproximou, finalmente encorajando-se a tocar nas mãos dela, e tirou o próprio bracelete: — Luana...
— Senhora... — Luana fez o gesto de empurrá-la de forma gentil, mas considerou rude; o momento a deixou tomada pela hesitação.
A pulseira de Isadora parecia incrivelmente cara.
— Por favor, não me rejeite. — Isadora envolveu a pulseira no pulso de Luana. — É apenas uma pequena prova da minha apreciação.
Ulisses manifestou-se:
— Aceite. A minha mãe sempre teve ciúmes das amigas, e agora ela tem a chance de ver a nora e de oferecer um presente de sogra. Hoje ela enfim cumpriu esse desejo.
— Há o meu também — informou Matias. — O bracelete foi algo não planejado. Estes aqui, no entanto, são os presentes que eu e a sua sogra arranjamos especialmente para você.
Observando a mesa forrada de coisas, Luana ficou ainda mais sobressaltada.
— Tudo bem, obrigado, pai e mãe. — Ulisses disse com um sorriso. — Nós já vamos indo.
Luana tencionava falar, mas Ulisses segurou a sua mão e a conduziu dali.
Na porta da residência, Matias e sua esposa assistiam enquanto os dois entravam no carro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...