O isolamento acústico do apartamento até que era razoável, mas algumas janelas não estavam totalmente fechadas. E se alguém a ouvisse gritando daquele jeito?
Enquanto Luciano entrava em pânico com essa possibilidade, ouviu-se batidas na porta.
Não. Alguém estava esmurrando a porta.
Luciano congelou por uma fração de segundo, e Luana aproveitou a brecha para empurrá-lo com toda a sua força remanescente.
Pego de surpresa, ele rolou e caiu do sofá.
Luana não pensou duas vezes. Cobrindo a boca, correu desesperadamente em direção à entrada.
Suas roupas estavam rasgadas e em desalinho. Se ela corresse para fora naquele estado, Luciano jamais conseguiria inventar uma desculpa para se safar.
Seus reflexos foram rápidos. Ele se levantou de um salto e correu atrás dela.
Mas o movimento foi brusco demais. Seu joelho bateu com um baque surdo contra a quina da mesa de centro. Ele soltou um grito estridente de dor, agarrando a perna.
Nesse curto espaço de tempo, Luana já havia alcançado o hall e escancarado a porta.
Do lado de fora, havia dois homens imponentes, vestidos em ternos pretos impecáveis. Um deles perguntou, com tom estritamente profissional:
— Ouvimos gritos de socorro do corredor. A senhora precisa de ajuda?
— Preciso! — Luana tremia dos pés à cabeça. Ela segurava a gola rasgada do suéter com força, a voz embargada e trêmula. — Por favor... por favor, chamem a polícia para mim!
— Não!
Luciano, mancando e suportando a dor, chegou logo atrás dela. Ao ver os dois homens, seu rosto se contorceu de ódio: — Vocês de novo! Vão ficar me perseguindo, é isso?!
Os dois homens o ignoraram completamente. O mesmo que falara antes olhou para Luana e confirmou: — Tem certeza de que deseja que acionemos a polícia, senhora?
— Sim! — A voz de Luana vacilava, mas sua decisão era inabalável.
— Não chamem a polícia! — Luciano entrou em desespero. — Nós somos casados! Isso é briga de marido e mulher, não se metam onde não são chamados! Para que polícia? A polícia não tem nada a ver com assuntos de casal!
Os seguranças fingiram que ele não existia. Um deles já estava com o celular no ouvido, discando para a emergência.
Luciano avançou, tentando arrancar o celular da mão do homem, mas o outro segurança o imobilizou em um segundo, sem o menor esforço.
Sabendo que não tinha a menor chance contra eles, Luciano virou-se para Luana, espumando de raiva: — Você é doente?! Chamar a polícia para quê?! Manda eles pararem com isso agora!
Luana, silenciosamente, deu um passo para trás, escondendo-se atrás da figura protetora dos homens de terno.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...