Fausto endossou o coro: — Que palhaçada! Vamos para casa agora mesmo!
Antes que Luana pudesse formular uma resposta, a policial ao seu lado interveio, visivelmente indignada: — Vocês são os sogros? Chegaram em boa hora. Façam o favor de educar o filho de vocês e olhem o estado em que ele deixou a filha dos outros!
— Senhora policial, na convivência de marido e mulher, é normal haver atritos — respondeu Célia, com seu tom professoral e hipócrita. — Até a língua e os dentes se chocam, é normal.
A policial ia rebater, mas Luana tocou de leve em seu braço: — Eles são os meus pais. Não os sogros.
A oficial arregalou os olhos, chocada: — E vocês não têm a menor empatia pela própria filha?!
— Claro que temos pena dela — retrucou Célia, sem alterar a expressão complacente. — Mas isso é uma questão doméstica. Se o genro cometeu algum erro, ela deveria ter nos contado. Qual a necessidade de arrastar isso para uma delegacia e fazer esse escândalo?
Enquanto falavam, Luciano saiu da sala de interrogatório.
Ele assumiu imediatamente uma expressão de vítima injustiçada: — Que bom que vocês chegaram, sogro, sogra. Por favor, me ajudem a colocar juízo na cabeça dela. Ela quer me denunciar por violência doméstica! Eu tenho cara de quem faria uma coisa dessas?
Célia suspirou, solidária ao agressor: — Fique tranquilo, nós vamos conversar com ela. Luciano, sinto muito por você ter que passar por essa humilhação.
A policial observava aquela dinâmica familiar bizarra, incapaz de conter o franzir de sobrancelhas: — O que há de errado com vocês? Vão simplesmente ignorar e silenciar a vontade da filha de vocês?!
Luana virou-se para a oficial: — Obrigada. Não precisa dar atenção a eles. A minha decisão está tomada e eu não vou voltar atrás.
— Ridículo! — rosnou Fausto. — Você acha que já não nos fez passar vergonha o suficiente?!
Luana o encarou, os olhos cheios de uma dor cortante: — Como eu fiz vocês passarem vergonha? Quem tentou me forçar, quem me agrediu, foi o Luciano! Eu quase fui estrangulada por ele, e vocês não me perguntaram se eu estou bem uma única vez!
Luciano apressou-se em se defender: — Isso só aconteceu porque você ficou se debatendo! Você é a minha esposa. Eu queria... eu queria dormir com você. Isso é crime por acaso?!
— Você precisa entender de uma vez por todas: nós estamos em processo de divórcio — rebateu Luana, implacável. — E mesmo que não estivéssemos, se eu não consinto e você me força, o nome disso é estupro!
Luciano perdeu a linha: — Se você continuar me caluniando assim, eu vou abrir a boca e contar para todo mundo sobre o seu caso com o Kléber!
Luana achou a audácia daquele homem beirar o cômico: — O quê? Você vai confessar para todo mundo as atitudes asquerosas que você tomou?
— Não venha mudar de assunto sobre o que eu fiz ou deixei de fazer. Você tem coragem de negar que ainda mantém contato com o Kléber? Isso é traição!
— Eu, traindo? — Luana olhou para ele, incrédula.
Ela jamais pensou que existisse alguém capaz de ser tão descarado e vil.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...