O casal de adotantes ficou, sem dúvida, chocado com a notícia.
Sem lhes dar mais atenção, Clarice simplesmente amparou Luana e a tirou dali.
Bastava ver a atitude daquelas duas pessoas em relação a Luana para deduzir o tipo de vida que ela havia levado até então.
Desde o ensino fundamental, ela sempre conseguiu bolsas de estudo, e suas notas no vestibular foram excelentes. Mesmo assim, aquele casal não demonstrava um pingo de amor por ela.
Isso sem falar no contraste gritante com a forma como tratavam a filha biológica.
E agora, depois de ter se casado com Luciano, ela ainda precisava passar por um inferno desses.
Como era possível que todas as desgraças do mundo desabassem sobre ela?
Os olhos de Clarice ficaram vermelhos.
Ela era uma mulher de fibra, uma advogada que já havia lidado com incontáveis casos difíceis ao longo de sua carreira. No entanto, Luana era a primeira cliente a despertar nela uma dor tão profunda e genuína. Isso se devia tanto à crueldade do que ela havia sofrido quanto à própria essência de quem Luana era.
Ao chegarem à delegacia, refizeram todos os procedimentos burocráticos necessários para o dia.
A policial que as atendera no dia anterior garantiu a Clarice que, mesmo que o caso não fosse tipificado criminalmente como estupro marital, o uso de violência por parte de Luciano e as lesões causadas a Luana eram incontestáveis. De um jeito ou de outro, ele sofreria as sanções da lei.
Ao saírem da delegacia, Clarice levou Luana diretamente para uma clínica particular.
O que Luana não sabia era que o médico que a atenderia ali era Zaqueu. O mesmo homem que havia aplicado o soro nela no iate.
Clarice também não fazia ideia de que os dois já se conheciam. Ela apenas escolhera aquele lugar por achar os trâmites de hospitais grandes muito burocráticos; Zaqueu era um médico brilhante, o local era discreto e sem aglomerações, o que pouparia muito tempo.
A febre de Luana já beirava os trinta e nove graus. Sua mente estava completamente nublada. Assim que se deitou na maca, ela apagou.
A clínica funcionava com uma eficiência impecável. Uma enfermeira foi designada exclusivamente para administrar a medicação intravenosa de Luana.
Clarice ligou para Bruna, pedindo que ela viesse ajudar a cuidar da amiga.
Enquanto isso, em seu consultório, Zaqueu já estava ao telefone com Ulisses.
Não demorou muito para que alguém batesse levemente na porta do quarto onde Luana estava.
Clarice pensou que Bruna havia chegado rápido demais.
— Mas já... — ela começou a dizer, enquanto abria a porta.
O resto da frase morreu em sua garganta.
Quem estava ali era Ulisses.
Clarice lançou um olhar para trás, verificando que Luana continuava dormindo profundamente, e abaixou o tom de voz:


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...