— Espere a Bruna chegar — disse Ulisses, os olhos fixos na porta entreaberta. — Eu já vou.
Ele se virou, mas, no último segundo, a contenção falhou. Não resistiu e lançou um último olhar profundo para dentro do quarto.
Só então, girou os calcanhares e foi embora, as pernas longas cobrindo a distância do corredor em passos silenciosos.
Bruna chegou correndo e, por sorte, esbarrou em Clarice no corredor.
— Prima! Onde está a Luana? Como ela está?!
Clarice rapidamente a segurou pelo braço, tentando frear a euforia da garota.
— Calma, respira. Deixa eu te perguntar uma coisa: o quanto você sabe sobre a situação da família da Luana?
— Eu sei de tudo — Bruna respondeu com firmeza. — Aqueles pais adotivos dela são um bando de hipócritas. Têm a boca cheia de moralidade e bons costumes, mas na verdade adoram pisar em quem está embaixo para bajular quem está em cima. E aquela irmã dela não passa de uma falsa inocente, extremamente calculista.
Clarice balançou a cabeça, amarga.
— Que tipo de família é essa... Olha, eu preciso correr, mas vou te passar a situação clínica dela. Cuida bem dela por mim.
Quando Luana despertou, sua mente estava nublada. Um estado de letargia causado pelo trauma e pela febre a impedia, por um momento, de distinguir onde estava ou que dia era. O simples toque dos lençóis a deixava tensa.
— Luana? Você acordou?
A voz familiar de Bruna soou bem ao seu lado.
Luana piscou, trazendo o olhar para o foco.
— O que você está fazendo aqui?
— Minha prima teve que voltar para o trabalho e me ligou. Foi assim que descobri que você estava com febre! Como você está se sentindo? Melhorou um pouco? Vou chamar o médico!
Antes que Luana pudesse sequer formular uma resposta, Bruna disparou para fora do quarto como um coelhinho elétrico.
Embora tivessem quase a mesma idade, ali pelos vinte e três ou vinte e quatro anos, Bruna mantinha uma leveza infantil intocada.
Isso acontecia porque ela tinha uma família que a amava e a protegia.
O pensamento sobre família trouxe uma sombra profunda aos olhos de Luana.
A atitude de seus pais em relação a ela sempre se resumiu a repressão e reprovação. Não importava o quão excelente ela fosse, eles nunca lhe direcionavam um olhar de verdadeiro apreço.
Quanto a Adriana...
Luana já havia dito a ela, no passado, que cederia tudo o que ela quisesse.
Mas Adriana preferiu usar de manipulação e intrigas para roubar todos os amigos que Luana tinha.
A única pessoa que restara ao seu lado fora Luciano, e agora, até mesmo ele havia revelado sua face mais monstruosa.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...